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Fecho de Urgência do Hospital de Valongo: Governo “esconde-se” atrás de alegada opção de gestão da Administração do Centro Hospitalar S. João

A intenção do Governo, do actual e de anteriores, em encerrar o serviço de Urgência do Hospital de Valongo é antiga. Por mais do que uma vez foi tentada, mas a indignação e o protesto que suscitou impediram que tal se verificasse. Entretanto, ao longo dos anos, foi levado a cabo um esforço deliberado para reduzir a sua capacidade de resposta. Isto, a par com o encarecimento do acesso ao Serviço Nacional de Saúde, com todas as limitações daí decorrentes para a garantia do acesso aos cuidados de saúde pelas populações.


A formalização da intenção de encerrar o serviço de Urgência já no dia 15 de Julho foi tornada pública através do envio de um ofício da Administração do Centro Hospitalar S. João à Câmara de Valongo, no qual se afirma pretender eliminar “redundância inúteis” entre o Hospital de S. João e o Hospital de Valongo.


Segundo notícias publicadas em órgãos de comunicação social, esta decisão terá passado pela “aceitação” pelo Ministério da Saúde de um conjunto de medidas propostas pela Administração do Centro Hospitalar reafirmadas num alegado diferendo público recente entre estas entidades.


Neste contexto, importa chamar também a atenção para as responsabilidade do PS neste desfecho. Recorde-se que o PS, através de Álvaro Beleza, Secretário Nacional com a responsabilidade das questões da Saúde, que em Abril passado acompanhou José Manuel Ribeiro, Presidente da Câmara de Valongo, numa visita às instalações do hospital, afirmou ser favorável ao encerramento do serviço de Urgência de Valongo, sugerindo a sua substituição por uma ambulância de piquete, tal como agora o Governo e a Administração do Centro Hospitalar pretendem. 


O PCP, por seu lado, considera que a substituição do actual serviço de urgência por uma ambulância de piquete não é mais do “atirar poeira para os olhos” dos utentes do Hospital de Valongo!


Objectivamente, o encerramento do serviço de Urgência do Hospital de Valongo, a concretizar-se, corresponderá a mais uma medida contra o Serviço Nacional de Saúde, numa lógica economicista e privatizadora, que se soma a muitas outras que têm vindo a ser tomadas pelo actual Governo.


Sem deixar de notar a responsabilidade técnica que cabe à Administração do Centro Hospitalar neste processo, o PCP considera que a responsabilidade política desta decisão é totalmente do Governo PSD/CDS, que, com a concordância do PS, procura encontrar desta forma um álibi para a concretização desta decisão lesiva dos interesses dos utentes dos concelhos de Valongo, Paredes e Gondomar.


Para o PCP, os serviços públicos de saúde de proximidade não são uma redundância! O facto é que com este encerramento, na área geográfica dos concelhos afectados, apenas passarão a estar abertas 24h unidades de saúde privadas!


A Comissão Concelhia de Valongo do PCP saúda a luta que tem vindo a ser realizada pelas populações em defesa deste importante serviço público e apela a uma forte participação na Vigília de protesto agendada para esta noite.


 


Atentamente.


A Comissão Concelhia de Valongo do PCP   

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