S ilenciada durante meses, diminuída à expressão de uma simples «rentrée» política, aprisionada a uma grelha de análise que navega entre as questões do financiamento partidário ou a presença (mil vezes desmentida) das FARC, apresentada como iniciativa «tradicional» ou «sem novidade», a Festa do Avante!, continua a ser alvo por parte da generalidade dos órgãos de comunicação social de um tratamento que não descola do mais rebarbado anticomunismo. Não fosse o empenho e a intervenção das organizações e militantes do Partido na divulgação e promoção da Festa, ou o valioso património que constitui a opinião das muitas centenas de milhar que ao longo de mais de trinta edições a visitaram (ou nela, enquanto artistas, construtores, atletas, participaram) e que sobre a Festa formularam o seu juízo próprio, e o retrato que teríamos deste acontecimento maior da vida política e cultural do nosso país não passaria de um rasto de mesquinhas observações que dificilmente deixariam perceber, mas afinal...