As opiniões sobre a questão na base da breve reflexão que aqui se reproduz são múltiplas e, não raras vezes, contraditórias. Num ponto, porém, parece haver unanimidade: todas são motivo de elaborada argumentação e intensa cobertura retórica. Alguns defendem que as Juntas de Freguesia são as “parentes pobres” do Poder Local, o que desmotiva uma intervenção que vá para além da gestão corrente dos cemitérios e de alguns fontanários e da tentativa, quase sempre tímida, de ser a “voz do povo” junto da Câmara. A Câmara, essa sim, tem a obrigação de fazer cultura, desporto, arranjar ruas, educar, promover o desenvolvimento e a coesão social, etc. Outros dizem que não. Acham que as Juntas deviam fazer tudo, mas que tal não é, na prática, exequível, isto porque a reduzida amplitude financeira dos Orçamentos das Juntas não o permite. Como tal, os partidários desta opinião acabam por concordar que as Juntas devem restringir a sua actividade ao que dizem os defensores da mer...