Tendo presente a situação verificada no Mercado de Ermesinde, frequentemente levada às várias reuniões dos diferentes Órgãos Autárquicos locais, por consenso, teve lugar, no dia 16 de Julho de 2007, uma visita à Câmara Municipal de Palmela, por: Eunice Neves (em representação do Sr. Presidente da Câmara), Sofia Freitas (Presidente da Assembleia Municipal), Artur Pais (Presidente da Junta de Ermesinde), Antonino Leite (Presidente da Assembleia de Freguesia de Ermesinde). Luis Ramalho (Secretário da Junta). Alcina Meireles (Executivo da Junta).
Na oportunidade, o grupo mencionado foi recebido pela Senhora Presidente, Dra. Ana Teresa, e pela Técnica Dra. Teresa Palau. Após a recepção, de imediato, teve lugar a apresentação do projecto aprovado para o Mercado de Pinhal Novo que, segundo a Edil, teve por base o estudo realizado pela empresa "DecoEco" (ver fotocópia em anexo).
Pela descrição, trata-se de uma freguesia com características predominantemente urbanas, de certa forma, semelhante às da cidade de Ermesinde, onde o mercado existente anteriormente, já demolido em virtude da degradação em que as instalações se encontravam, deu origem à decisão de construção de um novo equipamento - composto por Mercado, Departamentos de Serviços Municipais e Estação dos CTT.
Ainda no decorrer da visita em apreço, foi igualmente apresentado o modelo encontrado para a requalificação do Mercado da Zona Histórica de Palmela que, segundo a Dra. Teresa Palau, se encontrava em avançado estado de degradação, motivo pelo qual a Autarquia decidiu reconstruir o equipamento, reservando o rés-do-chão ao espaço comercial e o primeiro andar adaptado a um "Terraço Cultural".
Da apreciação do espaço comercial verificamos que este se encontra dividido em dezassete pequenas lojas independentes, devidamente sinalizadas. Segundo a Presidente da Autarquia, a requalificação deste Mercado teve como objectivos a dinamização do Centro Histórico local e proporcionar à população, especialmente a mais idosa, um espaço de proximidade, bem como a preservação dos hábitos já anteriormente adquiridos.
Aproveitando a deslocação, foi igualmente efectuada uma visita ao Mercado de Fátima, onde se encontrou um espaço organizado de acordo com uma filosofia diferente dos descritos anteriormente.
Trata-se de um equipamento amplo, dotado de bancas amovíveis, bem como de lojas igualmente individualizadas com acesso ao exterior (ver fotos em anexo).
A organização deste espaço permite a utilização polivalente, visto que as bancas existentes poderão ser, em qualquer altura, facilmente retiradas.
Perante o exposto, tendo presente, por um lado, as características da cidade de Ermesinde e, por outro, os hábitos da sua população, entendemos que, dentro de todo um processo de construção e/ou requalificação das várias estruturas e equipamentos, previstas e já anunciadas pelo actual Executivo da Câmara Municipal de Valongo, nomeadamente, ao nível de todo o parque escolar do Concelho, compreendemos que, no que respeita ao Mercado de Ermesinde, cuja proposta de remodelação já foi em devido tempo anunciada, a solução para o mesmo, deverá passar pela demolição da estrutura existente, optando-se por, numa fase provisória, transferir os comerciantes para um local apropriado, que seja capaz de assegurar as condições de salubridade exigíveis, enquanto se procede às obras de demolição e (re)construção.
Entendemos, ainda, que o novo modelo deverá acautelar uma estrutura alargada, de um só piso, com capacidade de se organizar ao estilo polivalente, em que o individual e o colectivo se cruzam com harmonia e onde a rentabilidade do espaço possa ser gerida de forma multifuncional, em certa medida, salvaguardada a realidade de Ermesinde e aplicadas as eventuais alterações, dentro do modelo adoptado para Fátima.
Em conclusão, propomos:
- Demolição do edifício onde está a funcionar o actual Mercado de Ermesinde;
- Construção de raiz de um edifício com capacidade para responder, de forma funcional e actual, às reais necessidades da população de Ermesinde, respondendo igualmente aos anseíos dos comerciantes utilizadores das actuais instalações;
- Readaptação de todo o espaço envolvente de acordo com a filosofia de mercado que venha a ser decidida.
Ermesinde, 3 de Julho de 2008
Agora que já não esperamos ansiosamente por este relatório cheio de ideias novas e brilhantes, ficou agendada para a próxima reunião da Junta a discussão deste problema.
Comentários
Os senhores e senhoras desta Comissão (Liquidatária do Mercado) não são capazes de avaliar as possibilidades de recuperação, reenquadramento ou readaptação do actual Edifício , através de um estudo técnico capaz de conseguir uma solução que não ponha em causa a vida de quem, ali, vê a sua forma de sobrevivência?
Demolição? Construção de raiz? Readaptação do espaço?
Por quantos anos? Com que dinheiros? E o funcionamento da Feira?
Não estamos perante conclusões levianas, apesar de terem tido um ano para apresentar um Relatório, por sinal, liquidatário?
Um estudo técnico, realizado por Técnicos da própria Câmara, não ficará mais barato do que a viagem efectuada pela comitiva que visitou Palmela e Fátima? (não quero pôr em causa se se justifica ou não esta visita, é outra questão...), mas afinal de contas os Técnicos, que têm mostrado competências em vários projectos, são funcionários do Município
É que estas conclusões, trazem «água no bico», se se pensar que esta ideia, apresentada pela Comissão, da demolição do Mercado e a outra ideia de acabar com a Feira, apresentada pelo Presidente da Câmara, são coincidentes...
Já ouviram os comerciantes, assim como os clientes, que também têm opinião?
São interrogações, que devem ser colocadas, antes de avançar para uma solução drástica como a que é proposta pela Comissão liquidatária...
E porque não, pôr a população de Ermesinde a prenunciar-se pela defesa ou não do seu Mercado-Feira ?
O certo é que a Feira de Ermesinde incomoda muita gente. A sua destruição não passará pela destruição do Mercado? ...
Aquilo cheira claro a imobiliária .
Aqueles fulanos que estão na Câmara e alguns papagaios que vão mandando umas bicadas, com aquela que o Mercado dá prejuízo e tal e coisa, que a Feira devia sair dali porque prejudica os moradores (que foram e têm sido enganados pelos construtores, e estes vão pressionando a Câmara), querem iliminar tudo, etc etc .
E existem projectos à espera...
Portanto, não estão interessados em referendar nada.
Isso é que era bom...querem é avançar rapidamente para solucionar o problema, deitando a baixo o Mercado, dificultando o funcionamento da Feira e justificar o acabar com tudo, para libertar os espaço para construir tudo.
E depois cantam-nos aquela; mais betão mais betão mais betão...
Os compromissos estão apertar com o fim do tempo.
Hó Zeca, olha para a composição da chamada por ti, e bem, Comissão Liquidatária do Mercado. Estão todos com os compromissos...e fazem todos parte do bloco central de interesses.
O resto é letra...