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Problemas de habitação social no Concelho de Valongo - Parte I

Em Valongo, ao longo do mandato que agora termina, ia se sentindo o respirar de um desejo de mudança, uma vez que o ciclo de gestão iniciado pelo PSD há 20 anos, ia demonstrando muitas vicissitudes, erros grosseiros, clientelismo desenfreado e acima de tudo, o desrespeito pela decisão popular que em 2009 decidiu acabar com a maioria absoluta do PSD, que teve como uma das principais consequências o abandono de funções por parte do Presidente da Câmara eleito em 2009.


 E se diversas são as conclusões a que se pode chegar, uma delas é a de que não foi por falta de condições de governabilidade que o PSD não deu conta do recado.


Ou por outra, não foi por falta de capacidade e competência que a gestão do PSD conduziu o Concelho ao beco sem saída a que nos conduziu.


A conclusão a que se tem de chegar, é a de que se se chegamos ao que chegamos, foi por opção de quem geriu.


Se a Câmara de Valongo tem os parquímetros, a recolha de lixo, os serviços de limpeza e os Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento concessionados e se essas concessões são uma  das principais razões do buraco financeiro em que a todos nos meteram.


Se para além das más razões de ordem financeira que das concessões advieram e da não melhoria dos serviços prestados daí resultante a que uns, para além de nós, também já concluíram.


 Muita gente já percebeu, de que se terá tratado de «maus negócios».


E «negócios são negócios» que na gestão da coisa pública se são feitos, são sempre por opção e nunca fruto da falta de sorte ou do azar.


Concretamente, se chegamos a este ponto, foi pela escolha do caminho que o PSD apoiado pelo CDS escolheu, e que em consciência quis escolher.


 Ou não fosse o PSD do Concelho de Valongo, uma organização pertencente ao PSD, que apoiado pelo CDS, nos desgovernam a nível nacional


Mas de todo este processo, não só podem ser culpabilizadas as maiorias «simples e absolutas» que existiram ao longos destes 20 anos, porque as relativas oposições também não estiveram nem estão isentas de culpa.


Só que por opção e cumplicidade por um lado e por questiúnculas e ciumeiras internas por outro, a oposição entreteve-se a digladiar entre si e demitiu-se do papel que a população lhe confiou, estendendo o tapete na maioria dos casos, a quem em sucessivas eleições jurou combater.


A CDU nestas eleições, dirigiu uma mensagem à população de Valongo dizendo: A CDU FAZ FALTA A VALONGO.


Num cenário a todos os títulos tão difícil, com uma enorme desproporção de meios comparativamente aos endinheirados adversários e onde os poderosos até já nos encomendavam o caixote do lixo, com sondagens encomendadas à sua medida e onde pela sua vontade e pelos seus meios, uns, apenas nos reservavam uns meros 3%.


 E outros, um pouquinho mais generosos, sempre nos davam mais uns pozinhos, mas, cuidado; sempre a partir do 4º lugar, para que não tivéssemos a mínima hipótese de sermos eleitos.


Mas não só não ficamos nos lugares que bondosamente os nossos adversários nos reservavam, como triplicamos a percentagem por eles programada, elegemos mais um candidato em Ermesinde, voltamos a eleger para a Assembleia de Freguesia de Valongo, o que já não acontecia há muito tempo, ficamos a 40 votos de eleger um candidato em Alfena, passamos de um para três eleitos na Assembleia Municipal e dezasseis anos depois, voltamos a eleger um Vereador.


E se a população do nosso Concelho, respondeu ao apelo de que a CDU FAZ FALTA A VALONGO.


Em nome da CDU quero dizer à população do Concelho, que pode contar com a CDU, porque tudo faremos para honrar o compromisso que assumimos com a população de Valongo.


 


Por ADRIANO RIBEIRO


 


Artigo de Opinião publicado no jornal Verdadeiro Olhar


 


 

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