O Orçamento do Estado para 2026, apresentado pelo governo PSD/CDS e viabilizado pelo PS, é parte de uma política contrária aos interesses dos trabalhadores e das populações da região e do País, marcado pelos benefícios fiscais a quem mais tem, pelo desvio de recursos do Serviço Nacional de Saúde para os grupos do negócio da doença, pelas transferências para novas Parcerias Público Privadas e pelos apoios aos dourados residentes não habituais.
É um Orçamento que falha nos serviços públicos, desde logo no Serviço Nacional de Saúde e na Escola Pública, mas também falha na necessária valorização do trabalho e dos trabalhadores, nas reformas e pensões, no investimento público, na habitação, nos transportes, na cultura, na ciência, nas creches, nos lares, na floresta.
Apesar do conteúdo negativo do Orçamento de Estado, o PCP não deixou de intervir apresentando mais de 500 propostas de alteração para responder às necessidades do País e de todos os que cá vivem e trabalham, entre as quais a proposta para pôr fim às portagens na ex-SCUT A41 e a proposta de prolongamento da linha de Leixões até Ermesinde.
Mesmo tratando-se de questões de grande importância para as populações do concelho, que cá todos dizem defender, as propostas acabaram chumbadas com o voto contra do PSD, CDS e IL e com a abstenção do PS.
Estes partidos demonstraram, uma vez mais, fazer na Assembleia da República diferente do que defendem no concelho, comprovando que não merecem a confiança dos valonguenses.
O PCP não deixará de intervir e não desperdiçará nenhuma oportunidade de lutar pela resolução destes problemas, apelando às populações que se mobilizem para intervir na exigência do fim das portagens na A41 e pelo prolongamento da linha de Leixões até Ermesinde.
Valongo, 22 de Dezembro de 2025
A Coligação Democrática Unitária
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