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AM - Rua Nossa Senhora do Amparo

A propósito de polémica falta de acessos condignos para a população que utiliza a ligação de Alfena pela EM-606 até Sobrado, assunto que já abordamos e que já foi também por outros membros da AM aqui falado, gostaríamos de obter resposta a algumas questões:



  1. Entende o Sr. Presidente da Câmara existir um perigo real para quem circula pela via em questão?



  • Se sim, o que fez para defender a segurança das pessoas?

  • Se não, qual a avaliação realizada sobre segurança e por quem foi realizada para ter chegado a tal conclusão?



  1. Aquando da elaboração do protocolo com a empresa interessada na construção, o Grupo Jerónimo Martins, defendeu o Sr. Presidente o benefício dos acessos?



  • Se sim, qual a dificuldade que o levou a não conseguir convencer o grupo ao beneficio dos acessos?

  • Se não o fez, foi por qualquer razão de complacência? Ou foi uma ato de pena para com os custos/prejuízos do projeto, com os quais sairia prejudicaria o grupo JM?



  1. Pensa o Sr. Presidente que a Rua N. Sra. do Amparo não vai ter, no futuro, um movimento de trânsito que justificasse a melhoria destes acessos?



  • Se sim, é baseado na ligação à A41/42, pensando que todo o trânsito se vai fazer em ligação à autoestrada e o referido local do grupo JM?

  • Se não, porque não foi avaliado o aumento previsível de trânsito? Não será esta ainda mais congestionada pelo facto de muitos dos condutores fugirem ao pagamento de portagens?


Por norma, nestes negócios de construção de grandes espaços comerciais/distribuição são os próprios interessados na exploração, a suportar os custos com o melhoramento dos acessos às suas instalações, respeitando sempre os interesses das populações que verão assim alteradas as suas rotinas.


Poderá o Sr. Presidente da Câmara Municipal justificar-se com o superior interesse das mais-valias para o Concelho. Até poderíamos estar de acordo. Mas não é a mesma coisa, negociar mal, não se lembrando que existe gente, que o Senhor Presidente até poderá considerar como um número reduzido de população naquele lugar, mas que merece ser respeitada na sua segurança.


A menos que esteja à espera que daqui a quantos anos, sabe-se lá quantos, quem por lá for construindo, e para quem por cá andar, se obrigue à construção de passeios…


Estaremos longe da verdade, ou está previsto nos seus horizontes, ser a Câmara a suportar os custos de tal empreendimento no futuro?


 


Valongo, 30 de junho de 2016


A CDU – Coligação Democrática Unitária / Valongo

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