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Algumas notas sobre a reunião da Assembleia de Freguesia de Campo do passado dia 28 de Dezembro

I


Um representante do PSD residente no lugar de Balselhas implicitamente acusou a CDU de não se preocupar com uma antena instalada na zona do Calvário há cerca de 10 anos. Retorquimos: por que razão nunca se preocupou ele, que mora quase debaixo dela, ou a força política que ele representa?


O que é que ele fez para mobilizar as pessoas da zona dele, para se oporem à antena? O que nos quis parecer é que ele acha que a antena está lá bem: se acha, quem somos nós para contrariar os seus gostos?


 


II


O PSD disse na Assembleia de Freguesia de Campo que, se a Câmara fosse esperta, disponibilizava um terreno para colocação da antena prevista para a Retorta pela TMN e recebia o dinheiro do arrendamento.


Isso foi o que a Comissão Anti-Antena propôs à junta logo no início de Novembro, mas que a Junta rejeitou, através do seu Presidente, que disse que não se metia com privados.


Portanto, a proposta do PSD vem com 2 meses de atraso – e quando já não serve para nada. Nesse aspecto, o PSD foi igual a si mesmo e, claro, à Junta, que fez o mesmo papel. Por isso é que eles são coligação!


Ao mesmo tempo, só vem dar razão à Comissão, provando que não têm melhores soluções. E, as que têm, já estão fora do prazo.


Se o PSD desconhece que existia essa proposta, é porque foi o único partido que nunca respondeu ao pedido da Comissão para reunir conjuntamente. Porque, se o PSD o tivesse feito, a Comissão entregaria ao PSD a cópia da proposta que entregou à Junta, como também entregou aos outros partidos, na reunião que teve com eles.


 


III


O PSD acusa a CDU de só fazer política com a antena, mas o PSD só votou contra a recomendação da CDU porque viu nela uma forma de mostrar o PSD em Campo a votar de uma maneira e na Assembleia Municipal a votar de outra. Quer isto dizer que o seu sentido de voto não se definiu pela avaliação da justeza ou não da recomendação, mas apenas por razões de ordem partidária. Então isto não é o PSD, esse sim, a fazer política? E dá mais politiqueira!


Se é, porque é que eles acusam os outros de fazerem o que só eles fazem?


 


IV


O PSD criticou a CDU por ter perdido a “moda” e já não falar na campa n.º 35. Sendo assim, perguntaram eles como é que estava a situação da campa n.º 35.


Em setembro, a CDU fez essa pergunta e foi-nos respondido que o assunto estava resolvido, por a renda da sepultura não ter sido paga (por quem criou todo este imbróglio) e que, por isso, a campa n.º 35 ia passar a campa de carreira; aliás, é isso que está expresso na proposta de acta da Assembleia de Setembro.


Mas ao PSD isso passou ao lado e, como gostariam de ver o assunto achincalhado, levantaram-no eles. Provaram mais uma vez que, eles sim, é que estão “fora de moda” e que só puxam os assuntos depois de eles estarem resolvidos. Os outros deitam os foguetes e eles só andam atrás das canas...


 


V


Há quem queira fazer crer que a vontade do PS em negociar com a CDU a presidência da Assembleia Municipal em 2005 foi abortada pela posição intransigente do Presidente da Junta de Campo.


Mas, afinal, isso não passa de uma falácia, porque o responsável concelhio do PS afirmou na Assembleia de Freguesia que as negociações exclusivas entre o PS e o PSD para a constituição do Executivo de Campo foram da inteira responsabilidade do Presidente da Junta, já que o PS lhe deu toda a liberdade para deixar de fora a CDU (estamos, pois, esclarecidos).


 


VI


Quando a CDU confrontou o PSD sobre onde, como e quando é que o PSD reuniu com a CDU em 2005, nas diligências para a constituição da Junta de Campo, de modo a provar o que o PSD gosta de afirmar, que a CDU exigiu o lugar de tesoureiro para fazer parte do Executivo, o representante do PSD pediu que o Presidente da Junta PS-PSD respondesse por ele. Com respostas destas, está tudo dito.


 


VII


A Junta disse, em 6 de Novembro, pela voz do seu tesoureiro, que ia fazer os possíveis e os impossíveis para estar ao lado da população, no caso da antena.


Mas, daí para a frente, a Junta fez precisamente o contrário e, quando confrontada com isso, só responde: “A Junta não se envolveu e não tomou posição nem a favor de um lado nem do outro”. Excelente e moderna forma de estar ao lado da população...


E se tínhamos dúvidas quanto às razões pelas quais o Presidente da Junta votou na Assembleia Municipal a favor da recomendação apresentada pela CDU, sendo, na prática, contra, ficamos agora a saber porquê: é que, na assembleia de freguesia, o Presidente disse que, em Valongo, votou a favor apenas por “demagogia”.

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