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Ainda a luta da população do lugar de Retorta, Campo

Junta de Freguesia de Campo faz queixa da Comissão Anti-Antena à Câmara, à Assembleia Municipal e à TMN, acusando-a de “intoxicar” a população de Campo


 


No dizer da Junta, os “intoxicadores” (Comissão Anti-Antena) começaram por se intoxicar a si próprios. Depois, “intoxicaram” a população do lugar de Retorta.


De “intoxicação” em “intoxicação”, a Comissão “intoxicou” a Associação de Pais da Escola da Retorta, que tomou uma posição claríssima de contestação face à colocação da antena.


De seguida, e de um assentada, a Comissão “intoxicou” a Câmara e a TMN, que se dispuseram a mudar de opinião e a encontrar uma solução alternativa, ao contrário da Junta de Freguesia.


Depois, a Comissão reuniu com os partidos políticos, à excepção do PS, que faltou, e nessa reunião também “intoxicou” os partidos, porque todos, sem excepção, consideraram a antena naquele sítio uma coisa sem sentido e todos, mas todos, apoiaram a Comissão, para que esta seguisse em frente com os seus objectivos de contestação.


Por fim, a Comissão acabou por “intoxicar” a própria Junta de Freguesia, levando-a a dar o dito por não dito e a dizer também que até ela, Junta, depois de dizer que defendia a lei que licenciou a antena naquele sitio, não queria a antena em lado nenhum, a não ser à porta do Presidente, desde que lhe pagassem.


A mesma Junta que, quando era preciso, dizia que não tinha terrenos baldios para colaborar numa solução alternativa com a TMN. Mas que quando já não será preciso, afinal já tem esses terrenos.


A mesma Junta que não se metia com privados, mas, no fim, já se metia com a TMN, empresa privada.


A mesma Junta que, na reunião pública de Novembro, dá a ideia que está do lado da Comissão, ao dizer que ia fazer os possíveis e os impossíveis para que a antena não fosse para lá.


E a mesma Junta que, na reunião de Dezembro, diz que não se envolve no assunto e que não estava nem de um lado nem do outro.


Provavelmente com medo de ser “intoxicada”, a Junta de Campo não compareceu ao convite que a Comissão lhe fez para participar numa reunião com a população, quando antes se queixou de não ter sido convidada para igual reunião.


E agora a Junta até disponibiliza um terreno para os lados do alto da mina, aparecendo, tarde e a más horas, a colocar-se contra a antena no centro de Retorta, quando antes dizia o contrário.


Enfim: com tanta “intoxicação”, até a Junta agora quer colaborar, quando já não é preciso.


 


Não há ninguém que diga que a Comissão não tem razão. E, se é assim, porque é que a Junta foi a última a perceber? Porquê? Porque havia e ainda há alguém na Junta com interesses directos no assunto, no negócio, e não devia haver!


 


Intervenção de Adriano Ribeiro em nome da CDU, na Assembleia de Freguesia de Campo, em Dezembro último.

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