A 2.ª Revisão do Orçamento e das Grandes Opções do Plano de 2026 integra um conjunto de reprogramações e ajustamentos que importa analisar com atenção, quer do ponto de vista da execução dos investimentos previstos, quer do impacto que esses mesmos ajustamentos têm nos prazos de concretização de obras estruturantes para o concelho.
No que respeita ao projeto AMR: Valongo
a Sorrir, importa sublinhar que a sua continuidade está assegurada,
passando a ser desenvolvido através de uma parceria com uma instituição de
ensino superior. Consideramos este projeto relevante para a promoção da saúde
oral dos valonguenses, sendo essencial garantir a sua execução e estabilidade
futura.
Ainda assim, a nossa principal
preocupação recai sobre o adiamento sucessivo de um conjunto alargado de
investimentos estruturantes no concelho, que esta revisão orçamental volta a
evidenciar.
Destacam-se, em particular, os
atrasos em áreas fundamentais como a educação, a habitação social e a
requalificação de arruamentos, onde se mantém uma lógica recorrente de
reprogramação de obras essenciais.
Na área da educação, registamos com
preocupação o adiamento da requalificação da Escola da Bela – edifício
centenário, agora remetida para 2027, bem como o atraso noutras intervenções,
nomeadamente na EB 2/3 de S. Lourenço, cuja obra foi publicamente anunciada
para início em 2026, mas que, na melhor das hipóteses, apenas deverá arrancar
em 2027.
Também na habitação social e na
requalificação de arruamentos se verificam sucessivos adiamentos, prolongando
no tempo respostas que são há muito necessárias às populações.
Este padrão reiterado de
reprogramações em diferentes áreas estruturantes suscita-nos preocupação quanto
à capacidade de concretização dos investimentos nos prazos anunciados.
Perante este conjunto de opções e
reprogramações, o nosso sentido de voto é a abstenção.
Valongo, 29 de junho de 2026
A Coligação Democrática Unitária
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