Os trabalhadores da Empresa de Lousas de Valongo desencadearam uma ação de luta na defesa dos seus direitos.
Estes trabalhadores não recebem aumentos de salários há vários anos, e não fora a obrigatoriedade dos aumentos do salário mínimo, mais ou menos regulares e conforme a luta que se vai desenvolvendo para que esse aumento seja uma realidade, nunca veriam qualquer acrescento aos seus baixos salários.
Imagine-se se o salário mínimo nacional não fosse obrigatório?
Aos baixos salários, acresce o facto de não terem qualquer requalificação das suas carreiras ao longo de vários anos e a diferença do subsidio de refeição entre trabalhadores que executam as mesmas tarefas. Uns ganham 6 euros e outros 4,5 euros. Subsídio de almoço diferente para trabalhadores que executam as mesmas tarefas e têm as mesmas responsabilidades.
Se o salário mínimo não fosse obrigatório, o que seria?
Estas três questões: aumento de salários em 50 euros, acerto por cima do subsídio de refeição e requalificação das carreiras, fazem parte da luta reivindicativa dos trabalhadores mineiros.
Exatamente aqueles que produzem, entre outros artigos, os “aipedes” que o senhor presidente da Câmara gosta de oferecer aos visitantes do Concelho.
Ao chamarmos aqui a vossa atenção para este problema social, alertamos para o facto da empresa em questão, sendo uma referência no sector mineiro, e não sendo visível que atravesse dificuldades económicas, sujeita-se a um dia destes ser agraciada e com título de honradez e a receber uma Medalha de mérito atribuída pela CM.
Assinalamos também a presença do Vereador Adriano Ribeiro, que numa nota sua, refere ter sido o único Vereador presente no apoio a esta luta dos trabalhadores.
Nada de anormal. A ausência de todos os outros também é normal.
Valongo, 28 de junho de 2017
A CDU – Coligação Democrática Unitária / Valongo
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