Regulamento de Liquidação e Cobrança de Taxas e Outras Receitas Municipais e respectiva Tabela de Taxas
Declaração de Voto
2. Neste sentido, a CDU não aceita nem poderá dar o seu acordo a políticas, medidas e opções que contribuam para tornar mais difícil a vida dos nossos munícipes, impondo-lhes ainda maiores sacrifícios. Referimo-nos, neste caso em concreto, ao Regulamento de Liquidação e Cobrança de Taxas e Outras Receitas Municipais e à respectiva Tabela de Taxas que a Câmara Municipal de Valongo propõe para 2010.
3. Sabemos que a lei possibilita que as Câmaras Municipais fixem as taxas a aplicar por serviços que prestam, mediante regras de proporcionalidade e fundamentação financeira. E é também por isso que o novo Regulamento e a nova Tabela de Taxas vêm acompanhados de um “Relatório de Fundamentação Económico-Financeira”. Acontece, contudo, que a missão das autarquias é a prestação de serviço público e a promoção dos interesses dos munícipes e do desenvolvimento local – não se trata, por isso, de um assunto de natureza meramente “técnica” ou “financeira”, mas de uma questão do foro político. A discussão deve, pois, orientar-se neste sentido. Lembramos ao Sr. Presidente da Câmara, aos Senhores Vereadores e a todos os membros da Assembleia Municipal de Valongo que os órgãos autárquicos não são empresas e, por isso, não têm de estar sujeitos a preceitos de “gestão” de tipo empresarial e muito menos a imposições de ordem exclusivamente técnico-financeira.
4. O carácter eminentemente político do problema é sublinhado pelo facto de ter sido adiada no ano transacto a discussão e aprovação deste novo Regulamento e do citado Relatório. Em ano de eleições, tudo ficou igual; passadas as eleições, deixamos o domínio da política e passamos ao domínio da “técnica” e da “finança”. Se não fosse tão grave, louvar-se-ia a ironia do processo, para não dizer o cinismo desta forma de actuar. Cinismo tanto maior quanto registamos que a aprovação deste Regulamento e da Tabela de Taxas teve os votos favoráveis do PSD e a abstenção do PS e da Coragem de Mudar. É o bloco central na sua máxima força: ao mesmo tempo que o desemprego aumenta e o poder de compra diminui, o bloco no poder aumenta os impostos e as taxas de juro e cava mais fundo o fosso das desigualdades sociais, com efeitos nefastos no quotidiano da maioria da população.
- Autos ou termos de qualquer espécie – Cada = 12,00€; em 2009 = 9,15€ (+26%);
- Fotocópias autenticadas – Cada = 10,00€; em 2009 = 3,17€ (+215%);
- Ocupação do domínio público por pavilhões, quiosques ou similares – por m2 ou fracção e por mês = 15,00€; em 2009 = 7,93€ (+89%);
- Utilização mensal da piscina dos 4 aos 12 anos de idade, 3 horas semanais = 21,00€; em 2009 = 18,31€ (+15%);
- Remoção de objectos domésticos fora de uso, aparas de jardins particulares, ou outros resíduos = 13,00€ (taxa de chamada e primeiro m3 ou fracção) e 4,30 € (por cada m3 adicional ou fracção); em 2009 = 6,10€ e 3,06€ (+113% e +40%)
Há que sublinhar que existem taxas que diminuem, mas não só são as diminuições inferiores em número aos aumentos, como estão longe de compensar os valores que sobem – e há mesmo introdução de muitas taxas até agora inexistentes (a Tabela de Taxas possuía 19 quadros e a nova possui 29!).
7. Impõe-se uma ampla discussão em torno deste Regulamento e desta Tabela de Taxas e uma ampla informação à população sobre o que está em causa com esta proposta de actualização. É demagógico e irresponsável dizer-se que ninguém participou no período de discussão pública da proposta; se os munícipes soubessem aquilo com que vão ser confrontados, certamente reagiriam, ainda para mais sabendo-se que se protelou esta discussão para depois das eleições como forma de evitar sobressaltos perante tão grande injustiça. A actualização das taxas deve ser feita de forma criteriosa, respeitando as previsões da inflação, defendendo as populações de terem de sofrer ainda maiores privações, num contexto de dificuldades como é o que vivemos, e, eventualmente, procurando estudar um modelo de evolução faseada dos aumentos.
8. Este não é seguramente o modelo que preconizamos, a forma como vemos as funções de uma Câmara Municipal e o modo como esta deve trabalhar para os munícipes – e não contra eles. Por isso, votamos contra este Regulamento e a respectiva Tabela de Taxas.
Foi reprovado. Voto favorável do PSD, abstenção da Coragem de Mudar e do Presidente da Junta de Alfena, voto contra do PS (que se havia abstido na Câmara, mas que agora propôs o adiamento da aprovação, com base na ideia de que virão novas leis da AR sobre o tema), voto contra da CDU e do BE.
Comentários
Antes da eleições era ver os Lobões, Zé Manel, Orlando, Diomar, Marizé, a percorrer as capelas de esquerda e a apelar uma convergência de esquerda, - só os inocentes acreditaram nessa conversa para enganar os eleitores.
A luta pessoal e os seus interesses está para estes artistas acima do interesse do concelho.
E o Pirata sou
É que, a atitude do "Independente" Presidente Palhau da Junta de Freguesia de Alfena, absteve-se sem saber o que estava a fazer.
Assim, não permitiu que fosse aprovada a proposta do "seu" Partido, e vai daí...vai-se marcar nova Assembleia Municipal para rectificar o sono do homem.
Sono esse que vai custar muito em senhas de presença de cada Deputado Municipal.
Claro que a culpa não será, só, dele, que nem estava á espera de estar ali, se as trocas e baldrocas do Dr. Arnaldo +PSD com o PS á mistura o não o tivessem empurrado para onde nunca pensou estar.
Conclusão : vai ter que haver mais uma assembleia e o zé povinho, vai pagar duas vezes, o aumento das taxas e mais uma senha de presença aos senhores deputados municipais. E o Pirata sou eu