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PCP alerta para condições degradantes

Os deputados do PCP, eleitos pelo círculo do Porto, Honório Novo e Jorge Machado visitaram, dia 6 de Outubro, o concelho de Valongo, tendo contactado com um conjunto alargado de interlocutores locais e aprofundando o seu conhecimento acerca do funcionamento de importantes instituições concelhias.

Em Ermesinde, Honório Novo e o grupo que o acompanhou visitaram as instalações dos Bombeiros Voluntários, onde se encontraram com a respectiva Direcção. Ali, o deputado comunista pôde ouvir algumas das preocupações dos seus dirigentes, as quais incidem actualmente, em grande medida, em aspectos do foro legislativo, tais como a regulação das carreiras dos bombeiros, a regulação e limitações do regime de voluntariado ou a regulamentação da carga horária.

Mais tarde, a comitiva tomou conhecimento acerca do modo como se processou no concelho, e em Ermesinde em particular, o arranque do ano lectivo, tendo para tal reunido com o Conselho Executivo da EB 2,3 S. Lourenço, escola sede de um agrupamento onde se incluem as escolas básicas do 1.º Ciclo, com jardim de infância, Montes da Costa, Carvalhal e Saibreiras, num total de 2400 alunos, 1100 dos quais do 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico.

«Dos aspectos a destacar há, desde logo, o problema da falta de instalações para alargamento da cobertura ao nível do pré-escolar, onde há listas de espera consideráveis», afirmam, em nota de imprensa, os comunistas, recordando que a situação é «má», sobretudo «no que diz respeito ao pessoal auxiliar de acção educativa existente, que não chega às necessidades do agrupamento».

A iniciativa terminou com uma visita à Esquadra da PSP. Ali, os presentes puderam constatar aquilo que recentemente a CDU denunciou, ou seja, as péssimas condições de trabalho desta força de segurança.



Condições degradantes



Por seu lado, Jorge Machado visitou as instalações do Tribunal de Valongo. Acompanhado pelo secretário do tribunal e pela Juíza Presidente, o deputado comunista pôde verificar as condições degradantes em que os agentes judiciais do concelho desenvolvem a sua actividade.

«A falta de espaço, de instalações sanitárias, a ausência de espaços separados para agentes judiciais, arguídos e testemunhas, bem como a elevadíssima renda paga por um espaço sem as mínimas condições impõe a construção de um novo tribunal no concelho», defendem os comunistas.

Jorge Machado, e a comitiva que o acompanhou, encontrou-se, depois, com mineiros reformados residentes em Campo. Entre os diversos problemas, destacam-se os cortes de pensão. A visita terminou com a ida do deputado à sede da Associação Casa do Bugio, em Sobrado, que ainda não foi concluída nem legalizada.


 


Jornal «Avante!»

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