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Câmara recusa recomendação da Assembleia de Freguesia de Ermesinde para alugar espaços no Edifício Faria Sampaio ao Movimento Associativo

A CDU apresentou na Assembleia de Freguesia de Ermesinde, no passado dia 28 de Abril, uma proposta de recomendação que visa contribuir para dar ao futuro Edifício multi-usos Dr. Faria Sampaio uma utilização que tenha em conta o diversificado e rico movimento associativo existente em Ermesinde e, de um modo geral, em todo o concelho de Valongo. A proposta foi aprovada por unanimidade e enviada à Câmara Municipal. A Câmara de Valongo (a coligação PSD/CDS que a lidera), aliás confessadamente interessada em passar aquele edifício público para as mãos dos especuladores imobiliários, recusou a recomendação, em termos arrogantes e pouco ou nada esclarecedores, como é costume, tal como se pode ver no ofício abaixo reproduzido. Mostra assim a pouca monta em que tem a Assembleia de Freguesia de Ermesinde e o Movimento Associativo desta freguesia.



ofício edifício faria sampaio.jpg


A Coordenadora da CDU/Valongo

Comentários

aurora disse…
ESTA RESPOSTA DO DR. MELO FOI DADA A CONHECER ÀS COLECTIVIDADES? ERA BOM QUE FOSSE, PARA VEREM QUE "AMIGOS" TÊM NA CÂMARA...
antonio disse…
As colectividades estão fartas de saber com a camara é "amiga", sobretudo quando não recebem o subsidio a que têm direito.
Mas acho que a ideia de enviar para as associações devia ser posta em prática o quanto antes. JUntamente com esta resposta deveria seguir um comentário nosso.
Carlos Conceição disse…
A cedência que a CDU propôs na moção apresentada à AF de Ermesinde, e que esta aprovou por unanimidade, não era a título gratuito, ao contrário do que no ofício da Câmara se afirma, mas sim sob a forma de aluguer a preço módico. Seria esta uma forma de contribuir para dar um uso correcto a um edifício público, erguido com o dinheiro dos contribuintes. O ofício da CMV - escrito em mau português - denota mais uma vez a intenção, de resto expressa nas GOP e Orçamento para 2006, de alienar parte do prédio a favor de terceiros, numa lógica apenas comercial. Por outro lado, a Câmara e a maioria conservadora que a sustenta têm sobre as colectividades uma ideia paternalista, do subsídio, que atribui de acordo com critérios que ela mesma estabelece. O mesmo se passa com as Juntas, aliás, que seguem mais ou menos o exemplo da Câmara. O aluguer de espaços no edifício público "Faria Sampaio" (ainda por concluir)também contraria esta ideia paternalista. Esta e a vontade expressa de vender o prédio, são as duas razões mais visíveis da ostensiva recusa, expressa no ofício que aqui se publica. Carlos Coutinho, membro da AF de Ermesinde, eleito pelo Partido Comunista Português nas listas da CDU.
Carlos Pinto Coelho disse…
Gostei da "intensão"... Nem escrever português sabem... Que vergonha! E desculpas esfarrapadas, ainda para mais. O que é preciso é rentabilizar, não haja dúvida. Talvez se poupassem nas mentiras e desculpas estúpidas...

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