Após anos de preparação da rede metropolitana de transporte rodoviário (UNIR), se ninguém duvidava que o serviço teria alguns problemas na fase inicial, a realidade supera em muito as piores expectativas: carreiras suprimidas, percursos alterados, horários modificados ou suprimidos, ausência de informação, tempos de espera que chegam às 2 horas, utentes forçados a recorrer ao serviço de táxi ou ao transporte pessoal, motoristas com jornadas de trabalho de 12 horas e sem formação adequada ao serviço.
Os preços dos bilhetes de autocarro, no concelho de Valongo, tiveram aumentos desproporcionados, prejudicando os utentes e os reformados. Em alguns casos dobraram os preços. Há viagens no interior do concelho que custavam 1,30€ e agora custam 2,20€. Um reformado a fazer a mesma viagem pagava 0,65€ e agora paga 2,20€.
A situação comprova uma inegável incompetência cuja responsabilidade é das Câmaras Municipais e da Área Metropolitana do Porto, que está a infernizar a vida dos utentes.
A situação comprova também que os presidentes de Câmara mentiram aos utentes quando anunciaram uma solução que reforçaria a mobilidade com mais carreiras, mais horários e percursos alargados.
A situação comprova ainda que foi errada a opção por recorrer a operadores privados em vez de trabalhar no alargamento progressivo da STCP aos restantes concelhos da Área Metropolitana, como o PCP sempre defendeu.
Mais do que constatar o resultado da incompetência de quem gere os transportes nas Câmaras e na Área Metropolitana do Porto, o que se impõe com urgência é assegurar toda a informação aos utentes e repor carreiras, percursos e horários que têm sido suprimidos (ou incumpridos) desde o início desta nova operação.
Valongo, 19 de dezembro de 2023
A CDU – Coligação Democrática Unitária / Valongo
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