A situação na Palestina agravou-se de forma brutal desde o dia 7 de outubro de 2023, com a resposta ilegal, desproporcionada e criminosa, sobre populações civis, por parte do governo de Israel, depois do ataque do Hamas.
Desde então, Israel, uma potência ocupante e colonial, que impõe um sistema de apartheid nos territórios que controla e que entre janeiro e 7 de outubro de 2023 tinha assassinado 236 palestinianos, iniciou uma campanha de genocídio em Gaza, que fez já perto de 20.000 mortos civis, em que cerca de metade são crianças, ficando por saber quantos estarão por baixo dos escombros. Foram atacadas instalações da ONU, entre hospitais, escolas e ambulâncias, que resultaram no assassinato de mais de 100 trabalhadores humanitários. Igualmente, foram assassinados cerca de 70 jornalistas. De acordo com a ONU, para garantir a subsistência mínima das populações, é necessário que entrem em Gaza, diariamente, cerca de 100 camiões com ajuda humanitária, que não está a acontecer, numa lógica de punição coletiva. Gaza funciona como uma prisão a céu aberto, sujeita a um cerco que se iniciou em 2007, controlado por Israel.
O corte deliberado nos abastecimentos de água e eletricidade nos territórios palestinianos, colapsaram os poucos hospitais que ainda resistem em Gaza, constituindo crimes de guerra e contra a humanidade, tendo em vista a aniquilação do povo palestiniano, conforme tem sido afirmado por vários membros do governo israelita, caracterizando-o como animais humanos. Simultaneamente, Israel iniciou um processo de distribuição de armas aos colonos nos territórios ocupados da Cisjordânia, resultando no assassinato de cerca de 300 palestinianos, tendo anunciado a criação de 2.000 novos colonatos. O projeto colonialista de Israel tem nas suas prisões cerca de 2.000 menores sem acusação formada, crianças presas por atirarem pedras aos tanques dos colonizadores, cimenta os poços de água propriedade dos palestinianos, incendeia oliveiras, ocupa casas. Como disse o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, os ataques de dia 7 de outubro não aconteceram no vácuo.
Perante este cenário, a Assembleia Municipal de Valongo, reunida a 19 de Dezembro de 2023, delibera:
- Apelar à libertação dos presos políticos palestinianos em Israel e dos reféns israelitas;
- Apelar ao cumprimento dos pressupostos da Resolução da Assembleia Geral Extraordinária de Emergência das Nações Unidas, reunida a 12 de dezembro de 2023;
- Manifestar o seu pesar pelas vítimas da atual escalada de violência na Palestina e em Israel, assim como pelas dezenas de milhares de vítimas palestinianas, sírias, libanesas, egípcias, jordanas e israelitas, em resultado de 75 anos de negação dos direitos do povo palestiniano e de violações do direito internacional por parte de Israel;
- Afirmar a necessidade de uma solução política que garanta a concretização do direito do povo palestiniano a um Estado soberano e independente, com as fronteiras de 1967 e capital em Jerusalém Oriental, e a efetivação do direito ao retorno dos refugiados, conforme as resoluções pertinentes da ONU.
Aprovada esta Moção, deverá ser enviada à Assembleia da República, ao Ministério dos Negócios Estrangeiros e à Embaixada de Israel.
Valongo, 19 de dezembro de 2023
A CDU – Coligação Democrática Unitária / Valongo
A moção foi reprovada.
Comentários
Porque não procurar como é que 37 líderes do Hamas, viviam no Dubai, num hotel a 30000 euros, por dia, fora comida, por cada um. Porque é que 100% da ajuda, entregue para ONU, era vendida pelo governo de Gaza, obtendo dinheiro para financiar o seu exército e pagar mercenários para realizar atentados em Israel.
Quando se defende uma organização CRIMINOSA, que só tem 2 "leis" ("Quem não nos apoia é para ser executado; Israelitas e europeus são para morrer todos."), é complicado perceber como podem pensar que a culpa não é de quem deu 98,99% de votos e que permitam que executem outras pessoas, porque não lhes dão mais dinheiro, para os líderes viverem acima de reis...