Poderá algum partido no seu perfeito juízo votar contra o orçamento e grandes opções do plano apresentado para o ano de 2023? Na opinião da CDU, sim, poderá. Mas então, isto significará que estes partidos são contra as obras inscritas no documento? Não propriamente.
Fazendo uma leitura simplista do documento é fácil que todos concordem com ele. Todos os que estamos aqui sabemos por exemplo da necessidade de obras que as nossas escolas têm, sabemos como não é justo, alunos estarem em salas de aula sem as mínimas condições, enquanto os vereadores desta Câmara trabalham em gabinetes com ar condicionado e sem infiltrações de água. Também sabemos como é premente que se concretize o Programa de apoio e acesso à habitação ou o programa de acessibilidades 360º, entre outros projetos elencados neste plano.
O aproveitamento de fundos comunitários para a execução destas obras, tão necessárias no concelho, também é de saudar.
Então porque poderá alguém votar contra este orçamento?
Na discussão realizada na CM, foi o próprio presidente da CM que apresentou a questão que nos opõem a este orçamento e plano: “Estimamos gastar menos do que vamos receber”. Se tal afirmação do presidente é verdadeira, então havia margem para um aliviar dos impostos que a CM aplica às famílias do concelho.
Não podemos, ainda, deixar de dar o devido realce à opção de manutenção das concessões de serviços públicos a privados, opção essa que já revelou ter consequências desastrosas, nomeadamente para o erário municipal e para as famílias, que vêm repercutidos nos seus gastos quotidianos o peso financeiro daquela opção.
Pelos motivos acima expostos e dada a importância dos investimentos consagrados neste orçamento, iremo-nos abster.
A Zona Industrial de Alfena continua a enfrentar um problema de organização do espaço público que afeta diariamente a segurança e a mobilidade de quem ali trabalha e circula. Em vários arruamentos, os passeios existentes têm largura suficiente para garantir uma circulação pedonal confortável. No entanto, a ausência de uma correta organização do estacionamento faz com que muitos veículos estacionem parcialmente ou totalmente sobre os passeios, obrigando os peões a circular pela faixa de rodagem, muitas vezes entre veículos pesados. Esta situação resulta, em grande medida, da opção por manter lugares de estacionamento em paralelo, quando a largura disponível permitiria a criação de estacionamento em espinha, aumentando o número de lugares e evitando a ocupação abusiva dos passeios. A atual configuração revela-se desadequada às necessidades da zona industrial e acaba por gerar conflitos permanentes entre veículos e peões. Não estamos perante um problema inevitáv...
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