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Tomada de Posição - A41

O recente aluimento de um troço da A41 perto do nó de Alfena e as perturbações do trânsito que nestes dias têm atingido todos os que se deslocam na área servida por aquela via, vieram provar que os Alfenenses não dispõem de verdadeiras alternativas à A41 no acesso ao Porto.


Num aparte ao essencial da questão, cumpre dizer que este aluimento duma auto-estrada construída há poucos anos, devido a insuficiente escoamento de águas pluviais, também é preocupante. Levantam-se legítimas dúvidas sobre a segurança de muitas destas obras, frequentemente realizadas ao sabor de necessidades eleitoralistas.  


As auto-estradas foram construídas com dinheiro dos contribuintes, em última análise com os pesados impostos cobrados aos trabalhadores assalariados. 


 A concessão da exploração de portagens a empresas privadas veio transferir para o bolso de algumas famílias de capitalistas os lucros gerados por equipamentos que são de todos e como tal deviam ser usufruídos.


 Mas não só isso não acontece como o Estado ainda paga, todos os anos, muitos milhões de euros de "indemnizações compensatórias" a estas empresas, por portagens que supostamente deviam ter cobrado, mas não cobraram porque as pessoas evitam as auto-estradas para não pagarem as portagens crescentemente encarecidas. 


 Quando muito, a cobrança de portagens nas auto-estradas, a existir, devia ser por valores mínimos, pouco mais que simbólicos e os fundos assim gerados deviam ser  aplicados no desenvolvimento dos transportes coletivos ferroviários e rodoviários públicos urbanos e inter-urbanos. Nunca para enriquecer privados, que não investiram um só cêntimo naquelas infra-estruturas. 


O PCP defende, como questão de princípio há muito explicada, a necessidade da abolição das portagens nos acessos ao concelho de Valongo.


De momento, para remediar a situação criada com o aluimento na A41, devia já ter sido tomada a decisão, por quem o podia e devia fazer, da suspensão das portagens no acesso à A4 em Valongo, de reprogramação dos semáforos junto ao Alfenense, e de  suspensão dos semáforos no Alto de Vilar, assim como do pórtico no nó de Alfena. Mas nada disso é feito e quem tem de se deslocar para os trabalhos, para as escolas, na vida do dia-a-dia, em transporte pessoal ou coletivo, tem pago, com atrasos e nervos, as consequências duma situação de profunda injustiça e de esbulho dos cidadãos, que é a persistência de portagens nas vias públicas. 

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