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AM - Recomendação - Sobre as árvores dos espaços públicos no concelho de Valongo

Mais uma vez, Sr. Presidente da Câmara, senhores vereadores, neste outono, a Câmara prossegue, ou deixa prosseguir, ou nada faz para impedir a mal chamada "poda" das árvores dos nossos espaços públicos, ruas, parques, jardins, escolas e outros locais.


Apesar de todas as tentativas por nós feitas ao longo de anos, de todas as chamadas de atenção, a Câmara continua a fazer a má opção, a opção de degradar, desfigurar e destruir o património arbóreo nos espaços públicos por todo o concelho, numa prática com contornos de verdadeiro delito ambiental. As fotografias que anexamos ao texto desta intervenção, tiradas há poucos dias, atestam-no perfeitamente.


Há um ano, pouco mais ou menos, quando aqui abordámos o problema, respondeu o Sr. Presidente da Câmara que esta tinha “uns técnicos maravilhosos”. Então se tem, porque continua a Câmara a promover tais desmandos? Se os técnicos são “maravilhosos”, e se são maravilhosos sabem fazer, trata-se de opções políticas da Câmara, o que é muito grave e preocupante.


Não existe nenhum argumento técnico, nem ambiental ou social que justifique este massacre anual dos arvoredos públicos. A “poda camarária “ é apenas um hábito rotineiro e estúpido, sem qualquer explicação racional.


Mais uma vez pedimos e recomendamos à Câmara que ponha cobro de imediato a tais desmandos. Parem para refletir e para reorganizar. Mandem os vossos técnicos e demais pessoal aprender a tratar das árvores. Levem-nos a ver como se faz bem. Não é preciso ir muito longe. Basta ir aqui ao lado, à Maia e ao Porto, onde estas práticas funestas da “poda” foram praticamente abandonadas e onde tem sido feito um esforço sério para conservar, aumentar e valorizar o património arbóreo municipal.


Os núcleos urbanos do nosso concelho são pobres em espaços verdes condignos, bonitos, bem tratados e bem arborizados. É necessário conservar o que existe. É preciso aproveitar o outono e o inverno, não para degradar os arvoredos existentes, mas sim para plantar mais árvores nas nossas ruas, praças e jardins, escolhendo espécies adequadas a cada situação e deixá-las crescer na sua forma natural.


 


17 de dezembro de 2015


Os eleitos da Coligação Democrática Unitária

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