Avançar para o conteúdo principal

Comemorações do 25 de abril

IMG_20150425_111803~2.jpg


Exmo. Sr. Presidente da Assembleia Municipal e seus Secretários


Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal


Exmas. Senhoras e Senhores Vereadores


Exmas. Senhoras e Senhores Deputados Municipais e Presidentes de Junta


Exmos. Convidados


Valonguenses


 


Na madrugada do dia 25 de Abril de 1974, um punhado de militares do Movimento das Forças Armadas (MFA) iniciou um processo que conduziu à libertação de um povo, que esteve 48 anos subjugado a um regime de ditadura fascista, sendo um dos mais importantes acontecimentos da nossa história contemporânea.


Este processo revolucionário, apoiado de imediato por um levantamento popular, transformou por completo a realidade nacional, com transformações ao nível político, económico, social e cultural que conduziram à emancipação de um povo oprimido. Foi através do sacrifício de muitos que se alcançou a vitória que pôs fim à guerra colonial injusta e consequente independência das colónias, conquistaram-se direitos, como a liberdade de reunir, associar e expressar opinião, a formação de partidos políticos e o direito à greve, eleições livres e o Poder Local Democrático, que muito contribuiu para a melhoria das condições das populações.


Outras conquistas como a criação de um salário mínimo, a definição de um subsídio de desemprego, de pensões e reformas generalizadas, a igualdade de direitos para as mulheres, o direito à saúde e à educação para todos, que hoje em dia é colocado em causa, numa tentativa de recuar o país a um passado que a todos nos devia envergonhar.


Defendemos os valores que definem a humanidade, como a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade. Compreendemos que é difícil falar nestes valores, quando somos confrontados com ataques às conquistas pelos trabalhadores e pelo povo, depois dessa manhã de abril. Portugal, com nove séculos de história, encontra-se atualmente numa situação preocupante, de constante conflito com o que Abril representou de conquistas e transformações.


O país está sujeito a uma intervenção estrangeira inaceitável que agravou a crise económica, social e até moral. As medidas implementadas provocaram um agravamento das condições de vida das populações, que muitos ainda pretendem perpetuar. Este é resultado de 38 anos de políticas de direita.


Podemos questionar onde está Abril quando não se investe na produção nacional, não há incentivos nas indústrias para competir com as estrangeiras.


Podemos questionar onde está Abril quando o Serviço Nacional de Saúde é substituído por grandes grupos privados que nos exploram.


Podemos questionar onde está Abril quando a justiça é diferenciada e morosa.


Onde está Abril?


Os militares ofereceram-nos a liberdade.


Temos que a preservar, como herdeiros da revolução, e continuar a lutar contra os poderes instalados. Neste dia de comemoração, apela-se à confiança e esperança, sempre presente nos comunistas mesmo em situações de silêncios da clandestinidade e das cadeias, nos longos exílios e separações, na tortura e na morte violenta. Manifestamos a nossa confiança inabalável na construção de uma sociedade diferente e melhor.


Um país onde sejam erradicados flagelos, como a prostituição, a violência doméstica e pública, a fome, a habitação insalubre, a jornada de trabalho interminável e mal pago, a infância e a velhice abandonadas, as pressões sobre as mulheres, a falta de perspetivas para a juventude e a emigração forçada. Defendemos um país com Educação, Saúde, Justiça, Cultura, respeito pelo Património e pela Natureza. Enfim, um país onde a Democracia seja plena, que é de ser o poder do Povo, exercido e participado pelo Povo.


Ora, estes são os valores de Abril que se mantém atuais, válidos e mobilizadores.


Assim, seguiremos em frente, à procura do caminho da solidariedade e do desenvolvimento humano que pretendemos para o país e para a nossa terra, sempre na busca de uma sociedade mais justa e igualitária, onde um homem não possa ser explorado por outro homem. Sempre assim foi, e assim será, a luta dos militantes e simpatizantes do PCP e da CDU, para um Portugal melhor para todos. Por isso, hoje, sentimos ainda mais necessidade de gritar.


A Luta Continua! Viva o 25 de Abril!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Estacionamento desordenado na Zona Industrial de Alfena compromete a segurança pedonal

  A Zona Industrial de Alfena continua a enfrentar um problema de organização do espaço público que afeta diariamente a segurança e a mobilidade de quem ali trabalha e circula. Em vários arruamentos, os passeios existentes têm largura suficiente para garantir uma circulação pedonal confortável. No entanto, a ausência de uma correta organização do estacionamento faz com que muitos veículos estacionem parcialmente ou totalmente sobre os passeios, obrigando os peões a circular pela faixa de rodagem, muitas vezes entre veículos pesados.    Esta situação resulta, em grande medida, da opção por manter lugares de estacionamento em paralelo, quando a largura disponível permitiria a criação de estacionamento em espinha, aumentando o número de lugares e evitando a ocupação abusiva dos passeios. A atual configuração revela-se desadequada às necessidades da zona industrial e acaba por gerar conflitos permanentes entre veículos e peões. Não estamos perante um problema inevitáv...

Resultados Freguesia de Alfena

 

Orçamento e Grande Opções do Plano para 2026 – Mapa de Pessoal para 2026

A CDU manifesta a sua abstenção na votação do Orçamento e do Plano Plurianual de Investimentos para 2026. Reconhecemos que a proposta apresentada contempla medidas positivas para o concelho, nomeadamente nas áreas da educação, da habitação, da saúde e das creches. No entanto, apesar da relevância e do potencial destas medidas, subsistem fundadas dúvidas quanto à sua efetiva concretização. A experiência de anos anteriores demonstra que diversos orçamentos incluíram obras e investimentos que acabaram por não se materializar. É neste contexto que a CDU opta pela abstenção: uma posição que permite viabilizar o Orçamento, mas que não deixa de expressar reservas quanto à concretização de prioridades estruturais essenciais, como a defesa do direito à habitação e a requalificação das escolas. A defesa do direito à habitação exige mais do que intenções. Exige a concretização de investimentos há muito anunciados, o combate à especulação imobiliária, a melhoria das condições do parque habitaci...