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De novo, as árvores!

A vaga de calor que nos afligiu nos últimos dias veio de novo demonstrar a necessidade de se proceder, sobretudo nas áreas urbanas do nosso concelho, nos anos a vir, a uma intensa, bem estudada e coordenada plantação de arvoredos nos espaços públicos e à protecção e melhoria das condições de vida e sanitárias das árvores que já existem.


 


E quando falamos de espaços públicos, queremos dizer ruas, praças, jardins, escolas e outros edifícios públicos nos quais as autarquias têm capacidade de intervenção. De facto, estes dias de calor intenso evidenciaram a dramática ausência desses elementos amenizadores e reguladores do clima local que são as árvores, os arbustos e todos os espaços verdes que continuam por fazer e fora das preocupações e do horizonte dos autarcas do concelho, da Câmara e das Juntas de Freguesia.


 


A existência de uma rede densa de arvoredos nas ruas, nas praças e largos das zonas urbanas proporcionaria aos habitantes mais sombra e frescura, tornaria menos insuportáveis os dias de calor, melhoraria o ambiente, ao reter poeiras e partículas provenientes da poluição automóvel, contribuiria para absorver e esbater os ruídos do tráfego, produziria oxigénio, enfim, daria também uma ajuda na melhoria estética das nossas urbes, tão pouco cuidadas no seu desenvolvimento e crescimento.


 


É necessário exigir das autarquias a elaboração e realização de planos plurianuais de plantio de árvores e arbustos nas duas cidades e nas três vilas que compõem o concelho. Exigir a protecção dos arvoredos existentes, acabando com a prática aberrante das chamadas “podas” e pelo contrário proporcionando às árvores dos espaços públicos adubações, melhoria das condições de vegetação e regas adequadas durante o Verão.


 


É preciso promover o respeito pelas árvores por parte dos cidadãos, explicando, ensinando, sensibilizando, envolvendo as pessoas na sua defesa. Mas, antes de tudo, é necessário exigir dos autarcas com poder executivo e fiscalizador o respeito pelo património arbóreo do concelho, que é coisa que não têm, como fazem questão de mostrar continuamente. Este último ano foi particularmente infeliz e desastroso para as árvores de Ermesinde, às mãos da Câmara e das empresas privadas que esta contrata para estes trabalhos – abate das tílias na Rua Dr. Luís Ramos, abate dos plátanos da Feira Velha e desrama dos que sobraram, “podas”drásticas, desrames e decapitação de árvores por toda a cidade – Gandra (tílias, plátanos, choupos decepados), Saibreiras (onde a Câmara mandou decapitar, entre outras árvores, alguns cedros de já razoável porte, dando assim início à sua inevitável ruína), escola primária da Costa (onde foram estupidamente decepadas todas as árvores), da Gandra, do Carvalhal, etc....


 


O resultado desta política de absurda destruição torna-se evidente nestes dias de crise meteorológica, na falta da sombra e da frescura que um bom revestimento arbóreo podia proporcionar aos habitantes das nossas descaracterizadas e desconfortáveis cidades e vilas. É necessário que mais gente e movimentos, e não apenas a CDU, façam sentir estas coisas às autarquias valonguenses e, em primeiro lugar, à Câmara Municipal, e as forcem a adoptar as medidas que desde há muito se impõem e que por nós foram já exaustivamente tratadas.

Comentários

Anónimo disse…
Realmente, neste blogue, como em tantos outros, as únicas coisas que são tema de debate são as estradas, os carros e a pequena corrupção e inépcia dos politicos locais. É uma tristeza, não é ?
Carlos Coutinho disse…
Para quem estiver interessado em esclarecer-se sobre o tema das árvores na cidade, recomenda-se:
http://dias-sem-arvores.blogspot.com/
http://dias-com-arvores.blogspot.com/
http://www.campoaberto.pt/
http://cidadesurpreendente.blogspot.com/2005/02/destroos.html

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