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Assembleia Municipal de Valongo: CDU confronta a Câmara sobre os parquímetros...

No período antes da Ordem do Dia da última Assembleia Municipal de Valongo, a CDU abordou alguns tópicos de grande relevância para as populações do concelho. Um deles foi o que se refere ao contrato de concessão dos parquímetros em vigor.


 


Relembrando as notícias vindas a público recentemente, através dos órgãos da comunicação social, sobre os prejuízos graves para o Município do contrato de concessão dos parquímetros actualmente em vigor, o eleito da CDU na Assembleia Municipal reafirmou a posição da CDU de que este foi e continua a ser um negócio ruinoso para a Câmara. "Pena é", disse Adriano Ribeiro, "que só agora alguns o queiram reconhecer, porque forçados pelo indisfarçável resultado à vista de todos".


Adriano Ribeiro aproveitou para recordar a posição da CDU, expressa na Assembleia Municipal por José Deolindo Caetano em Fevereiro do ano passado: naquela altura, afirmou a CDU que houve motivos para que a Câmara retirasse a concessão à empresa, tendo em conta as graves atitudes unilaterais de incumprimento do contrato. Não o quis a maioria PSD e, durante longo tempo, passou no concelho de Valongo a imperar a lei da selva, pois alguns munícipes pagavam e outros arriscavam e não pagavam. Ora, perante esta situação, disponibilizou-se a CDU, com o objectivo de acabar com esta anormalidade, a apresentar uma proposta para resolver o problema. A proposta não foi aceite. À data, e apesar das insuficientes documentações que a CDU possuía, os cálculos efectuados apontavam para um prejuízo para a Câmara na ordem dos 60 a 70 mil euros anuais.


"Hoje", sublinhou o eleito da CDU, "já se fala abertamente em 100 mil euros anuais de prejuízo, chegando-se à situação paradoxal em que quanto maior for a fiscalização por parte da Câmara, maior será o lucro da empresa... E maior será o prejuízo da Câmara".


"Por outro lado ainda", continuou Adriano Ribeiro, "foi chamada a Assembleia Municipal a pronunciar-se sobre uma proposta da empresa (via Câmara Municipal) que visava o alargamento da concessão para 30 anos, com vista à compensação dos baixos proveitos registados pela empresa, proposta essa que foi aprovada com  voto de qualidade - e diga-se: que de má qualidade. A Câmara e a Assembleia Municipal, com o tal voto de má qualidade, o que fizeram foi contribuir para o chamado 'equilíbrio financeiro' da empresa concessionária, esquecendo-se do equilíbrio financeiro desta Câmara".


O eleito da CDU concluiu a sua intervenção declarando que esta força política espera que, da parte da Assembleia Municipal, haja um claro apoio à comissão criada para avaliar o impacto financeiro para a Câmara da concessão dos parquímetros, e uma clara afirmação de repúdio perante a delapidação do erário público que esta situação representa.



Porque os valonguenses precisam de conhecer estas situações, que poderiam ser quase consideradas imorais, se não fossem mais um exemplo do que todos sabemos que significa a concessão de serviços e equipamentos públicos a empresas privadas: lucros para alguns (poucos) privados, prejuízos para a maioria, a população.

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