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JFE - Tomada de Posição Largo da Antiga Feira

No passado dia 29 de Dezembro foi deliberado por esta Assembleia de Freguesia e com o voto favorável da CDU uma tomada de posição proposta pelo Executivo da Junta sobre a requalificação do Largo da Feira Antiga.


À Assembleia de Freguesia foi prestada a informação que após contactos com os moradores verificou-se que estes eram da opinião que a alameda existente no largo prejudicava-os e que não aceitavam que o arranjo do espaço não contemplasse o abate das árvores dessa alameda. Foi ainda dito que as árvores em causa estavam em risco de cair, o que poderia por em risco os moradores e os visitantes daquela zona.


A CDU aceitou estas justificações e votou favoravelmente um plano de requalificação da área que contemplava estas medidas.


Em Janeiro, a CMV decidido numa reunião do executivo que não seria feito o abate das árvores sem que antes o executivo camarário reunisse e assim deliberasse.


Após essas reuniões, fez a CDU uma visita ao local, tendo os moradores mostrado algum descontentamento com o abate das árvores, comentavam que apenas tinham pedido à Junta que efectuasse a poda das árvores.


Ficamos assim em dúvidas se a argumentação usada pelo Sr. Presidente da Junta era ou não verdadeira e pedimos os pareceres técnicos onde era confirmado o risco de queda. A 31 de Março recebemos a resposta, onde o Sr. Presidente da Junta voltava a referir que 19 árvores “apresentavam perigo de queda devido ao seu avançado estado de decomposição”. Mas após uma leitura atenta dos pareceres técnicos constatamos não existir fundamentação científica para que o Sr. Presidente concluísse tal facto. Apenas era assinalada uma tília com potencial factor de risco a curto prazo e 6 plátanos como tendo algumas debilidades que “não colocam, nos próximos anos, qualquer risco à estabilidade ou ao desempenho ambiental da árvore”.


Dizia ainda o Sr. Presidente, na resposta ao requerimento, que foi realizada uma reunião com os moradores, ao que apurou a CDU essa reunião aconteceu após a deliberação da Assembleia de Freguesia, logo não terá sido nessa reunião que a Junta tomou conhecimento das vontades dos moradores.


Já a CMV não respondeu convenientemente ao requerimento da CDU, uma vez que optou por não enviar, ao contrário do pedido, as actas onde foram tomadas as deliberações acerca do assunto. Ainda hoje está a CDU sem saber quem autorizou a Junta a abater as árvores.


Sendo assim, concluiu a CDU que a opção feita por esta Junta e pela CMV nada teve haver com a argumentação usada nesta Assembleia mas por outros interesses que não foram explanados.


Em todo este processo há um facto que a CDU acha de extrema importância salientar. Os técnicos da CMV apontam nos parecer qual o motivo para as árvores estarem danificadas, confirmando a opinião da CDU acerca do tratamento dado pela Junta e pela CMV às árvores. Os problemas que estas apresentam devem-se, segundo os técnicos, à “poda drástica” a que foram sujeitos.


Até quando continuará a Junta e a CMV a fazer ouvidos de mercador tanto aos alertas da CDU como até mesmo aos alertas dos próprios técnicos da CMV? É esta a preocupação que a Junta e a CMV têm com o meio ambiente?


 


Valongo, 23 de Abril de 2010


 


A Coligação Democrática Unitária

Comentários

Aurora da Liberdade disse…
O senhor Luis Ranmalho e o seu executivo rosa-alaranjado começaram mal o mandato, com um atentado ambiental grave. Se vivêssemos num país civilizada e não numa chata e vil pastagem, como dizia Eça de Queiroz, isto tinha-lhes já trazido sérias consequências. Assim, ficam todos impunes e lá vão fazer um parque de estacionamento à porta do Centro Social, para as pessoas estacionarem os carrinhos à torreira do sol. Uma tristeza. Tanta estupidez e insensibilidade até confrange. Foi uma negociata com as madeiras, também, é claro.
zeca disse…
UM GRANDE NEGÓCIO

É claro que foi um grande negócio.
Dizia-me um amigo que aquela madeira dava perfeitamente para fazer tacos.
Por acaso ou não ?!?!, quem fez o negócio...é Taqueiro.
...e aquela de que as árvores estavam doentes, é mesmo para enganar papalvos.
É mesmo azar!
Não é que estavam todas doentes, as vinte (20) árvores do mesmo lado de acesso ao Centro Social.
Todas?
FOI MESMO UM GRANDE NEGÓCIO.

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