No passado mês de Dezembro fui convidada para assistir a um esclarecimento por parte da empresa a quem foi contrato o serviço de fundamentação económico-financeira do valor das taxas e licenças de Ermesinde.
Nessa reunião foram explicadas todas as fórmulas que deram origem aos valores apresentados. Foi esclarecido que, para a atribuição do valor a cobrar, foi medido o tempo de execução dos intervenientes, a complexidade, a responsabilidade, os encargos com as instalações e até mesmo os encargos com material de escritório, água e luz, entre outros.
A lei permitiu que fossem elaborados regulamentos e tabelas de taxas como se em causa estivesse uma qualquer empresa movida pelo objectivo da obtenção de lucro. Desta forma, o governo permitiu que se desvirtuasse a concepção de prestação de serviços à população, desresponsabilizando a administração central do necessário reforço das verbas atribuídas, para fazer face à transferência de competências da administração central para as autarquias e às novas responsabilidades que as autarquias têm que assumir para satisfazer o novo patamar de necessidades decorrentes da qualidade de vida actual.
Abre-se o caminho a que tal como diz a lei, e passo a citar, “[a nova tabela de taxas] visa satisfazer as necessidades financeiras das autarquias locais”, assim estas novas exigência serão pagas directamente pelos cidadãos, sem ter em consideração que ao mesmo tempo que se aumentam taxas, em alguns casos em 100% quer na Junta, quer na Câmara, o desemprego aumenta e o poder de compra diminui.
O carácter político do problema é ainda mais sublinhado pelo facto de ter sido adiado no ano transacto a discussão e aprovação deste novo Regulamento. Em ano de eleições, tudo ficou igual; passadas as eleições, deixamos o domínio da política e passamos ao domínio da “técnica” e da “finança”.
Para a CDU, a actualização das taxas deve ser feita de forma criteriosa, respeitando as previsões da inflação, defendendo as populações de terem de sofrer ainda maiores privações, num contexto de dificuldades como o que vivemos.
A Coligação Democrática Unitária
A Assembleia de Freguesia continuará hoje (quarta) pelas 21h30. Falta votar os pontos 6 e 7. É esperado que a tabela de taxas passe com os votos do PS e do PSD, apesar disso há para votação uma proposta para aplicação das taxas a partir do mês de Março.
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