Depois dos apelos de diversas e prestigiadas figuras do panorama politico nacional à não resignação e a um cada vez maior empenho na busca de soluções politicas para a saída da crise, a que os últimos governos deste país, alternadamente PS e PSD, nos conduziram e aos conselhos das mesmas personalidades sobre os exemplos das soluções vindas do exterior, sobre o entendimento e entreajuda necessária, para os cenários da vida politica portuguesa valeria a pena reflectir um pouco sobre o caso em concreto da freguesia de Campo, onde defesa de entendimento, a não ser para defesa dos interesses de alguns, é assunto que cada vez parece mais distante.
Se não veja-se:
Se somos escolhidos ou eleitos, achamos a decisão democrática.
Se formos preteridos na escolha, movemos montanhas, para denegrir o que antes defendíamos como exemplo.
Se contestamos legitimamente a gestão do órgão a que fazemos parte, somos vítimas de subtis ataques pessoais.
Se, com toda a naturalidade, discordamos desta ou daquela decisão, somos acusados de faltar ao respeito de quem discordamos e ameaçados de nos virarem as costas se voltarmos a contestá-los.
Se se tece um comentário politico, baseado em factos concretos; alto lá e ministério público com ele, ou pelo menos há que ameaçá-lo.
A concórdia e a discórdia são perfeitamente naturais e não há lugar a apelidarmos isto de mafioso, como há quem defenda.
Mafioso? Não. Mas que começa a cheirar a bafio, isso sim; e que cada vez é mais preocupante, parece que também não há dúvidas para ninguém.
Portanto, mafioso não, mas a bafioso começa cada vez mais a cheirar este procedimento.
E terá isto alguma coisa a ver com o 25 de abril de 1974?
É isto, uma breve reflexão!
Pela CDU
Adriano Ribeiro
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