Ambiente, ordenamento do território e desenvolvimento sustentável: prioridades da CDU para o concelho de Valongo!
Um novo plano de intervenção para a Nova Valongo
Os incêndios florestais que recentemente atingiram o concelho de Valongo, afectando vastas áreas nas zonas da Outrela, Lagoela, Suzão e Quinta da Lousa (incluindo a envolvente da nova Biblioteca Municipal), tornam mais premente do que nunca a reflexão acerca da problemática do ordenamento do território e da situação florestal e ambiental do concelho. Há muito que a CDU vem alertando para as graves lacunas existentes nestes domínios, mas é cada vez mais notória a incapacidade do executivo camarário liderado por Fernando Melo para planear e gerir o território e as áreas verdes, frequentemente deixadas ao abandono ou destruídas para dar lugar a operações imobiliárias. Em concelhos com elevados índices de área construída, mas que apresentam recursos naturais igualmente relevantes, como é o caso de Valongo, a defesa das áreas florestais e das áreas verdes em geral impõe-se como garante do desenvolvimento sustentável e da promoção da qualidade de vida das populações.

Numa altura em que se exige a clarificação das posições dos partidos e coligações concorrentes às próximas eleições autárquicas sobre as mais diversas temáticas, a CDU apresenta 5 propostas de fundo em matéria de ambiente e desenvolvimento do território, propostas que configuram uma ruptura profunda com a política que tem sido seguida até agora:
1. Reflorestação das áreas ardidas e de todas as áreas em processo de desflorestação do concelho de Valongo, em coordenação com o Instituto de Conservação da Natureza, a Universidade do Porto, as associações de defesa do ambiente e outras entidades e respeitando as espécies autóctones e os ecossistemas locais.
2. Criação de um sistema de monitorização do ambiente e qualidade de vida e constituição de um novo plano estratégico capaz de actualizar o diagnóstico da situação das áreas florestais do concelho, no sentido da sua preservação e alargamento, e de coordenar recursos no combate aos incêndios.
3. Avaliação criteriosa das licenças de construção a emitir futuramente pela Câmara Municipal, combate à especulação imobiliária e aposta na criação de áreas verdes “de proximidade” e de espaços de lazer vocacionados para a fruição do património natural do concelho.
4. Criação do Parque Natural das Serras de Santa Justa, Pias, Castiçal, Flores e Banjas, através de materialização dos sucessivos Projectos-Lei apresentados pelo PCP na Assembleia da República, passo decisivo para a defesa e regeneração daquele que é considerado um dos "pulmões" da Área Metropolitana do Porto.
5. “Nova Valongo”: abandono da operação urbanística megalómana projectada para o local, reflorestação e criação de uma vasta área de lazer e contacto com a natureza dotada de um sistema eficiente de transportes e acessibilidades e capaz de integrar harmoniosamente não só a nova Biblioteca Municipal, mas também outros equipamentos já previstos (Tribunal, Câmara Municipal) ou a projectar (equipamentos desportivos e culturais, centro de interpretação e formação ambiental, pólo tecnológico…); uma “Nova Valongo” realmente nova e não como a de sempre, a dos prédios e do betão.
A Coordenadora da CDU/Valongo
Os incêndios florestais que recentemente atingiram o concelho de Valongo, afectando vastas áreas nas zonas da Outrela, Lagoela, Suzão e Quinta da Lousa (incluindo a envolvente da nova Biblioteca Municipal), tornam mais premente do que nunca a reflexão acerca da problemática do ordenamento do território e da situação florestal e ambiental do concelho. Há muito que a CDU vem alertando para as graves lacunas existentes nestes domínios, mas é cada vez mais notória a incapacidade do executivo camarário liderado por Fernando Melo para planear e gerir o território e as áreas verdes, frequentemente deixadas ao abandono ou destruídas para dar lugar a operações imobiliárias. Em concelhos com elevados índices de área construída, mas que apresentam recursos naturais igualmente relevantes, como é o caso de Valongo, a defesa das áreas florestais e das áreas verdes em geral impõe-se como garante do desenvolvimento sustentável e da promoção da qualidade de vida das populações.
Numa altura em que se exige a clarificação das posições dos partidos e coligações concorrentes às próximas eleições autárquicas sobre as mais diversas temáticas, a CDU apresenta 5 propostas de fundo em matéria de ambiente e desenvolvimento do território, propostas que configuram uma ruptura profunda com a política que tem sido seguida até agora:
1. Reflorestação das áreas ardidas e de todas as áreas em processo de desflorestação do concelho de Valongo, em coordenação com o Instituto de Conservação da Natureza, a Universidade do Porto, as associações de defesa do ambiente e outras entidades e respeitando as espécies autóctones e os ecossistemas locais.
2. Criação de um sistema de monitorização do ambiente e qualidade de vida e constituição de um novo plano estratégico capaz de actualizar o diagnóstico da situação das áreas florestais do concelho, no sentido da sua preservação e alargamento, e de coordenar recursos no combate aos incêndios.
3. Avaliação criteriosa das licenças de construção a emitir futuramente pela Câmara Municipal, combate à especulação imobiliária e aposta na criação de áreas verdes “de proximidade” e de espaços de lazer vocacionados para a fruição do património natural do concelho.
4. Criação do Parque Natural das Serras de Santa Justa, Pias, Castiçal, Flores e Banjas, através de materialização dos sucessivos Projectos-Lei apresentados pelo PCP na Assembleia da República, passo decisivo para a defesa e regeneração daquele que é considerado um dos "pulmões" da Área Metropolitana do Porto.
5. “Nova Valongo”: abandono da operação urbanística megalómana projectada para o local, reflorestação e criação de uma vasta área de lazer e contacto com a natureza dotada de um sistema eficiente de transportes e acessibilidades e capaz de integrar harmoniosamente não só a nova Biblioteca Municipal, mas também outros equipamentos já previstos (Tribunal, Câmara Municipal) ou a projectar (equipamentos desportivos e culturais, centro de interpretação e formação ambiental, pólo tecnológico…); uma “Nova Valongo” realmente nova e não como a de sempre, a dos prédios e do betão.
A Coordenadora da CDU/Valongo
Comentários
Camaradas
São duas da manhã de domingo 18 de Setembro, e uma vez mais arde Valongo.
Desta vez é a encosta virada à vila, perto das casas e do centro urbano. O
vento é forte, e a situação parece agora pior do que há uma hora, altura em
que começou o fogo. Trata-se evidentemente, de uma acção criminosa. Os
eucaliptos são pasto fácil para as chamas, e tudo indica que os bombeiros
locais não serão suficientes para controlar o incêndio.
Uma vez mais, o crime.
Uma vez mais, a incompetência.
Uma vez mais falsas promessas.
Uma vez mais. A serra arde. Quantas vezes arderá ainda, até que seja tarde
demais?
Manuel Aresta