No passado realizou-se uma conferência de imprensa da CDU subordinada à problemática do desporto no concelho de Valongo. Eis o documento apresentados aos órgãos de comunicação social e as propostas da CDU em matéria de política desportiva:
É um facto que Valongo carece de uma política desportiva integrada e consequente que possa corresponder ao crescimento demográfico a que o concelho tem assistido nos últimos anos e às necessidades e expectativas de uma população jovem que busca lazer e qualidade de vida. O cenário pinta-se em tons cinzentos: faltam equipamentos, o tecido de clubes e associações desportivas é débil, a oferta de modalidades é diminuta, as actividades escassas. As responsabilidades da Câmara Municipal são, a este nível, enormes. As inaugurações feitas à pressa, as obras adiadas para que a sua conclusão coincida com os ciclos eleitorais, as declarações de intenção, nada esconde a ausência de um projecto camarário para o desporto no concelho.
Ao longo dos últimos anos, a falta de investimento da Câmara Municipal no desporto traduziu-se num conjunto de situações graves que devem ser relembradas:
- os dois pavilhões gimnodesportivos municipais encontram-se sobrelotados e não existem alternativas para os clubes dinamizarem e expandirem as suas actividades; a construção dos novos pavilhões de Campo e Sobrado (que só poderão ser utilizados pelos clubes e pela população em geral após os horários escolares) foi sucessivamente adiada e só agora, em véspera de eleições, será concluída;
- o imobiliário vai tomando conta de todos os espaços, limitando as possibilidades de construção de equipamentos e infra-estruturas desportivas;
- por falta de apoios, clubes como o CPN (Ermesinde) e o Balselhense (Campo) foram obrigados a suspender escalões ou modalidades com grande tradição; o Núcleo Desportivo Santa Joana (Ermesinde) optou mesmo por mudar a sua sede para a Maia, onde os apoios eram claramente superiores;
- o SC Campo viu-se impedido de participar em competições futebolísticas ao nível do escalão sénior porque a Câmara negou os apoios necessários à ampliação do campo de jogos do clube;
- o desporto espontâneo e amador não tem à sua disposição espaços e iniciativas que possibiltem uma prática desportiva generalizada; para praticar desporto, a população tem necessariamente de recorrer a ginásios privados, um privilégio para aqueles que têm dinheiro e conseguem vaga;
- o desporto escolar continua longe de ser uma realidade generalizada no concelho.
Segundo o Anuário Estatístico de 2003 (INE), a Câmara de Valongo gastou, em 2002, 719.000 euros (8 euros por residente); aqui ao lado, na Maia, foram gastos 8.297.000 euros (66 euros por residente). Tais valores, associados aos exemplos apresentados, sublinham a importância de uma ruptura profunda em matéria de política desportiva.
A CDU encarna essa ruptura e propõe:
- O reforço do apoio aos clubes e associações desportivas do concelho, privilegiando a aposta na vertente da formação e a diversificação da oferta de modalidades.
- A promoção do desporto espontâneo e amador, através da construção de equipamentos e da dinamização de actividades vocacionadas para os diversos grupos etários.
- O apoio e organização, por parte da Câmara Municipal, de eventos de âmbito regional, nacional e internacional que possam contribuir para o desenvolvimento de novas actividades desportivas no concelho, designadamente através do envolvimento dos clubes e associações locais na sua dinamização.
- Um efectivo investimento no desporto escolar, nomeadamente através da construção de equipamentos e da realização de protocolos com instituições de ensino superior, de modo a possibilitar a existência de aulas de educação física no Pré-Escolar e no 1º Ciclo do Ensino Básico.
- A construção de ginásios públicos com equipamentos de qualidade, técnicos especializados e tarifas reduzidas.
- A aposta estratégica em modalidades desportivas que possam humanizar o vasto património ambiental do concelho, ajudando a sua defesa e preservação.
O Complexo Desportivo dos Montes da Costa: um exemplo da incúria da Câmara Municipal de Valongo em matéria de política desportiva
Há doze anos que Fernando Melo apresenta o Complexo Desportivo dos Montes da Costa como o grande equipamento desportivo para a cidade de Ermesinde. Até os outdoors de promoção imobiliária da zona utilizam o projecto do Complexo como mais-valia para a venda da terrenos e de habitação. A realidade, porém, é bem diferente daquela que tem sido prometida e sucessivamente adiada. A inauguração do novo circuito de manutenção servirá certamente para Fernando Melo mostrar a “obra feita”; mas o que o Presidente da Câmara de Valongo vai mostrar encontra-se já obsoleto e está longe de corresponder ao projecto inicial e às actuais necessidades dos ermesindenses.
Senão vejamos: as medidas do campo de terra batida já não obedecem aos requisitos mínimos impostos pela Associação de Futebol do Porto; os espectadores são obrigados a assistir aos jogos de pé; a estrutura eléctrica do recinto (provisória há 12 anos) não suporta que seja ligada toda a iluminação; no Inverno, a área em torno do campo de jogos é um autêntico lamaçal cheio de vegetação; no Verão, o campo de jogos tem de ser regado continuamente, uma vez que a poeira é mais do que muita; o campo de jogos está frequentamente em mau estado (o complexo deveria ser inaugurado mais vezes para que fossem tapados os buracos, como aconteceu esta semana); há seis meses que a utilização do ringue poderia estar a ser devidamente rentabilizada – porém, falta iluminação e... ser inaugurado.
Há 30 anos, havia, na freguesia de Ermesinde, mais locais para a prática desportiva, isto se tivermos em conta que havia muitos terrenos baldios e o rio Leça permitia a prática da natação e de outras actividades. Nas condições actuais, o Complexo Desportivo dos Montes da Costa constitui um equipamento de grande relevância; mas está longe de corresponder às necessidades desportivas da cidade. De forma a rentabilizar o investimento feito e a possibilitar um maior aproveitamento do complexo por parte da população, a CDU propõe:
- O alargamento do campo de jogos.
- A colocação de piso sintético (recorrendo a verbas da União Europeia, por exemplo).
- A instalação definitiva do sistema eléctrico.
- A construção de bancadas.
- O arranjo e limpeza da área que circunda o campo de jogos.
- A abertura do ringue e a colocação de iluminação neste equipamento.
- A colocação ao serviço da população de Ermesinde de todas as valências do complexo.
A Coordenadora da CDU/Valongo
É um facto que Valongo carece de uma política desportiva integrada e consequente que possa corresponder ao crescimento demográfico a que o concelho tem assistido nos últimos anos e às necessidades e expectativas de uma população jovem que busca lazer e qualidade de vida. O cenário pinta-se em tons cinzentos: faltam equipamentos, o tecido de clubes e associações desportivas é débil, a oferta de modalidades é diminuta, as actividades escassas. As responsabilidades da Câmara Municipal são, a este nível, enormes. As inaugurações feitas à pressa, as obras adiadas para que a sua conclusão coincida com os ciclos eleitorais, as declarações de intenção, nada esconde a ausência de um projecto camarário para o desporto no concelho.
Ao longo dos últimos anos, a falta de investimento da Câmara Municipal no desporto traduziu-se num conjunto de situações graves que devem ser relembradas:
- os dois pavilhões gimnodesportivos municipais encontram-se sobrelotados e não existem alternativas para os clubes dinamizarem e expandirem as suas actividades; a construção dos novos pavilhões de Campo e Sobrado (que só poderão ser utilizados pelos clubes e pela população em geral após os horários escolares) foi sucessivamente adiada e só agora, em véspera de eleições, será concluída;
- o imobiliário vai tomando conta de todos os espaços, limitando as possibilidades de construção de equipamentos e infra-estruturas desportivas;
- por falta de apoios, clubes como o CPN (Ermesinde) e o Balselhense (Campo) foram obrigados a suspender escalões ou modalidades com grande tradição; o Núcleo Desportivo Santa Joana (Ermesinde) optou mesmo por mudar a sua sede para a Maia, onde os apoios eram claramente superiores;
- o SC Campo viu-se impedido de participar em competições futebolísticas ao nível do escalão sénior porque a Câmara negou os apoios necessários à ampliação do campo de jogos do clube;
- o desporto espontâneo e amador não tem à sua disposição espaços e iniciativas que possibiltem uma prática desportiva generalizada; para praticar desporto, a população tem necessariamente de recorrer a ginásios privados, um privilégio para aqueles que têm dinheiro e conseguem vaga;
- o desporto escolar continua longe de ser uma realidade generalizada no concelho.
Segundo o Anuário Estatístico de 2003 (INE), a Câmara de Valongo gastou, em 2002, 719.000 euros (8 euros por residente); aqui ao lado, na Maia, foram gastos 8.297.000 euros (66 euros por residente). Tais valores, associados aos exemplos apresentados, sublinham a importância de uma ruptura profunda em matéria de política desportiva.
A CDU encarna essa ruptura e propõe:
- O reforço do apoio aos clubes e associações desportivas do concelho, privilegiando a aposta na vertente da formação e a diversificação da oferta de modalidades.
- A promoção do desporto espontâneo e amador, através da construção de equipamentos e da dinamização de actividades vocacionadas para os diversos grupos etários.
- O apoio e organização, por parte da Câmara Municipal, de eventos de âmbito regional, nacional e internacional que possam contribuir para o desenvolvimento de novas actividades desportivas no concelho, designadamente através do envolvimento dos clubes e associações locais na sua dinamização.
- Um efectivo investimento no desporto escolar, nomeadamente através da construção de equipamentos e da realização de protocolos com instituições de ensino superior, de modo a possibilitar a existência de aulas de educação física no Pré-Escolar e no 1º Ciclo do Ensino Básico.
- A construção de ginásios públicos com equipamentos de qualidade, técnicos especializados e tarifas reduzidas.
- A aposta estratégica em modalidades desportivas que possam humanizar o vasto património ambiental do concelho, ajudando a sua defesa e preservação.
O Complexo Desportivo dos Montes da Costa: um exemplo da incúria da Câmara Municipal de Valongo em matéria de política desportiva
Há doze anos que Fernando Melo apresenta o Complexo Desportivo dos Montes da Costa como o grande equipamento desportivo para a cidade de Ermesinde. Até os outdoors de promoção imobiliária da zona utilizam o projecto do Complexo como mais-valia para a venda da terrenos e de habitação. A realidade, porém, é bem diferente daquela que tem sido prometida e sucessivamente adiada. A inauguração do novo circuito de manutenção servirá certamente para Fernando Melo mostrar a “obra feita”; mas o que o Presidente da Câmara de Valongo vai mostrar encontra-se já obsoleto e está longe de corresponder ao projecto inicial e às actuais necessidades dos ermesindenses.
Senão vejamos: as medidas do campo de terra batida já não obedecem aos requisitos mínimos impostos pela Associação de Futebol do Porto; os espectadores são obrigados a assistir aos jogos de pé; a estrutura eléctrica do recinto (provisória há 12 anos) não suporta que seja ligada toda a iluminação; no Inverno, a área em torno do campo de jogos é um autêntico lamaçal cheio de vegetação; no Verão, o campo de jogos tem de ser regado continuamente, uma vez que a poeira é mais do que muita; o campo de jogos está frequentamente em mau estado (o complexo deveria ser inaugurado mais vezes para que fossem tapados os buracos, como aconteceu esta semana); há seis meses que a utilização do ringue poderia estar a ser devidamente rentabilizada – porém, falta iluminação e... ser inaugurado.
Há 30 anos, havia, na freguesia de Ermesinde, mais locais para a prática desportiva, isto se tivermos em conta que havia muitos terrenos baldios e o rio Leça permitia a prática da natação e de outras actividades. Nas condições actuais, o Complexo Desportivo dos Montes da Costa constitui um equipamento de grande relevância; mas está longe de corresponder às necessidades desportivas da cidade. De forma a rentabilizar o investimento feito e a possibilitar um maior aproveitamento do complexo por parte da população, a CDU propõe:
- O alargamento do campo de jogos.
- A colocação de piso sintético (recorrendo a verbas da União Europeia, por exemplo).
- A instalação definitiva do sistema eléctrico.
- A construção de bancadas.
- O arranjo e limpeza da área que circunda o campo de jogos.
- A abertura do ringue e a colocação de iluminação neste equipamento.
- A colocação ao serviço da população de Ermesinde de todas as valências do complexo.
A Coordenadora da CDU/Valongo
Comentários