Avançar para o conteúdo principal

Relatório de Gestão e Contas 2017

Poderíamos remeter esta  nossa  nota, para a leitura da posição assumida pela CDU aquando da discussão sobre ORÇAMENTO, GRANDES OPÇÕES DO PLANO, MAPA DE PESSOAL PARA 2017 - PLANO DE ATIVIDADES E ORÇAMENTO DA VALLIS HABITA PARA 2017,  de onde salientamos:


“A proposta de Orçamento mantém o paradigma de privatizações/concessões dos principais serviços municipais, não contendo qualquer sinal de alterar este rumo desastroso. Desta forma o estacionamento na via pública, a recolha do lixo, as refeições escolares e as águas e saneamento continuarão em mãos de privados, com elevados custos para o erário público e para as populações. Aliás, ao longo do mandato, teria sido possível iniciar processos tendo em vista a retoma de serviços, ou de parcelas de serviços, novamente para a autarquia, nomeadamente no que se refere à recolha do lixo, às águas e saneamento e às refeições escolares, mas o PS preferiu manter ou até mesmo agravar privatizações e concessões. A título de exemplo, refira-se a possibilidade de investimento municipal na ETAR de Campo, o que, caso fosse realizado, era a abertura de um caminho até à rescisão do contrato com a bewater.”


Evidenciamos também a posição que sempre manifestamos quanto aos efeitos do papel de subserviência para com um PAEL aplicado também ao Concelho de Valongo, culpa dos anteriores gestores municipais do PSD, a que sem qualquer ideia de libertação, o PS se sentiu amarrado dando assim continuidade na sua relação umbilical numa gestão de continuidade.


Este Relatório de Gestão, reflete a gestão da maioria PS, sendo um emaranhado de valores de carácter técnico, e contabilístico.


Para reforçar a recuperação do endividamento e da pressão do Pael, enfatizado pela opinião justificativa mas concordante do Sr. Presidente da Câmara na sua introdução ao Relatório de Gestão,  nos próximos tempos, vamos assistindo, já estamos a assistir, aos aumentos, através da recuperação de valores com atual aumento do IMI, da Água, da Derrama, do negócio dos Parquímetros, e do que mais vier, que é o mesmo que estabilizar as finanças do Município,  suportadas  pela população e pelos trabalhadores.


Assim, o documento em apreço, nada mais reflete que os objetivos definidos no inicio de 2017, para um Orçamento eleitoralista, que naturalmente deu os seus resultados absolutos, mas que evidência o marcar de passo do Concelho, com os mesmos de sempre a ter que suportar os custos de más gestões.


Tal como aconteceu na nossa posição aquando da discussão e posição para o orçamento e as grandes opções para 2017, abstemo-nos.


Valongo, 27 de abril de 2018


A CDU – Coligação Democrática Unitária / Valongo

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Estacionamento desordenado na Zona Industrial de Alfena compromete a segurança pedonal

  A Zona Industrial de Alfena continua a enfrentar um problema de organização do espaço público que afeta diariamente a segurança e a mobilidade de quem ali trabalha e circula. Em vários arruamentos, os passeios existentes têm largura suficiente para garantir uma circulação pedonal confortável. No entanto, a ausência de uma correta organização do estacionamento faz com que muitos veículos estacionem parcialmente ou totalmente sobre os passeios, obrigando os peões a circular pela faixa de rodagem, muitas vezes entre veículos pesados.    Esta situação resulta, em grande medida, da opção por manter lugares de estacionamento em paralelo, quando a largura disponível permitiria a criação de estacionamento em espinha, aumentando o número de lugares e evitando a ocupação abusiva dos passeios. A atual configuração revela-se desadequada às necessidades da zona industrial e acaba por gerar conflitos permanentes entre veículos e peões. Não estamos perante um problema inevitáv...

Resultados Freguesia de Alfena

 

Orçamento e Grande Opções do Plano para 2026 – Mapa de Pessoal para 2026

A CDU manifesta a sua abstenção na votação do Orçamento e do Plano Plurianual de Investimentos para 2026. Reconhecemos que a proposta apresentada contempla medidas positivas para o concelho, nomeadamente nas áreas da educação, da habitação, da saúde e das creches. No entanto, apesar da relevância e do potencial destas medidas, subsistem fundadas dúvidas quanto à sua efetiva concretização. A experiência de anos anteriores demonstra que diversos orçamentos incluíram obras e investimentos que acabaram por não se materializar. É neste contexto que a CDU opta pela abstenção: uma posição que permite viabilizar o Orçamento, mas que não deixa de expressar reservas quanto à concretização de prioridades estruturais essenciais, como a defesa do direito à habitação e a requalificação das escolas. A defesa do direito à habitação exige mais do que intenções. Exige a concretização de investimentos há muito anunciados, o combate à especulação imobiliária, a melhoria das condições do parque habitaci...