Avançar para o conteúdo principal

AM - Acessibilidade em Ermesinde - Extinção de portagens em Valongo

Com a abolição da portagem no nó de Ermesinde, os moradores da freguesia de Valongo, por forma a evitarem o pagamento da portagem, começaram a utilizar a entrada de Ermesinde para acederem à A4 e para saírem da mesma. Assim, a confluência de veículos provenientes de outras freguesias limítrofes, como é o caso de Alfena e Valongo, que para evitarem custos preferem entrar na A4 através deste nó, veio provocar um aumento significativo de automóveis às horas de ponta, que se acumulam em filas intermináveis, dificultando as acessibilidades e os tempos necessários para efetuar qualquer viagem.


Prevê-se o alargamento da A3, mas não há qualquer indício que mostre que, por exemplo, os antigos pórticos em Ermesinde vão ser retirados, para permitir uma maior fluidez de trânsito. Por isso, na opinião da CDU, o alargamento da A3 não irá solucionar o problema existente, na saída e entrada para a autoestrada pelo nó de Ermesinde. Apenas a retirada dos antigos e a abolição da portagem em Valongo, poderia vir a menorizar este problema.


Para agravar mais esta situação, as constantes medidas levadas a cabo pelos últimos governos que incentivam uma política de privatizações dos serviços públicos de transportes, que assentam numa questão economicista, com redução de serviços prestados e na menor qualidade dos mesmos, que tenderá a agravar-se no futuro caso não haja uma preocupação latente por parte dos interessados.


Neste sentido e considerando que nada foi feito na ligação ao nó de Ermesinde para facilitar o acesso às autoestradas em causa, a Assembleia Municipal de Valongo, reunida em sessão ordinária em 30 de setembro de 2015, no exercício do seu dever de defesa dos interesses da população do seu concelho, delibera:



  • Propor ao Governo, a abolição das portagens no nó de Valongo e a retirada dos antigos pórticos, por forma a libertar o fluxo diário de tráfego proveniente desta freguesia que conflui para o nó de Ermesinde, reduzindo assim os condicionalismos existentes na entrada e saída desse nó.

  • Enviar cópia desta moção ao Sr. Primeiro-Ministro, ao Sr. Ministro da Economia, aos Grupos Parlamentares da Assembleia da República.


Valongo, 30 de setembro de 2015


A CDU – Coligação Democrática Unitária / Valongo

Comentários

Anónimo disse…
Alargamento da A3, essa não vai para Braga?

Mensagens populares deste blogue

Estacionamento desordenado na Zona Industrial de Alfena compromete a segurança pedonal

  A Zona Industrial de Alfena continua a enfrentar um problema de organização do espaço público que afeta diariamente a segurança e a mobilidade de quem ali trabalha e circula. Em vários arruamentos, os passeios existentes têm largura suficiente para garantir uma circulação pedonal confortável. No entanto, a ausência de uma correta organização do estacionamento faz com que muitos veículos estacionem parcialmente ou totalmente sobre os passeios, obrigando os peões a circular pela faixa de rodagem, muitas vezes entre veículos pesados.    Esta situação resulta, em grande medida, da opção por manter lugares de estacionamento em paralelo, quando a largura disponível permitiria a criação de estacionamento em espinha, aumentando o número de lugares e evitando a ocupação abusiva dos passeios. A atual configuração revela-se desadequada às necessidades da zona industrial e acaba por gerar conflitos permanentes entre veículos e peões. Não estamos perante um problema inevitáv...

Resultados Freguesia de Alfena

 

Orçamento e Grande Opções do Plano para 2026 – Mapa de Pessoal para 2026

A CDU manifesta a sua abstenção na votação do Orçamento e do Plano Plurianual de Investimentos para 2026. Reconhecemos que a proposta apresentada contempla medidas positivas para o concelho, nomeadamente nas áreas da educação, da habitação, da saúde e das creches. No entanto, apesar da relevância e do potencial destas medidas, subsistem fundadas dúvidas quanto à sua efetiva concretização. A experiência de anos anteriores demonstra que diversos orçamentos incluíram obras e investimentos que acabaram por não se materializar. É neste contexto que a CDU opta pela abstenção: uma posição que permite viabilizar o Orçamento, mas que não deixa de expressar reservas quanto à concretização de prioridades estruturais essenciais, como a defesa do direito à habitação e a requalificação das escolas. A defesa do direito à habitação exige mais do que intenções. Exige a concretização de investimentos há muito anunciados, o combate à especulação imobiliária, a melhoria das condições do parque habitaci...