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Linha de Leixões – aposta antiga da CDU para um transporte de passageiros com futuro









Foi com pompa e circunstância que a Secretária de Estado dos Transportes, na presença do Presidente da Câmara de Matosinhos, anunciou a abertura da linha de Leixões a passageiros, a partir do próximo mês de Setembro.


Sendo curioso o critério da escolha do local (S. Mamede Infesta), assim como os intervenientes, confirmou-se que esta linha servirá, numa primeira fase, os concelhos de Valongo, Maia e Matosinhos, sendo, pois, de bom senso alargar a discussão e assinatura do protocolo a estes concelhos. Também os concelhos do Porto e Gondomar deveriam ser chamados a pronunciar-se, pois, numa segunda fase, a ligação por Contumil poderá e deverá ser alargada.


Quis assim o Governo. E tudo leva a crer estarmos assim perante mais uma das múltiplas promessas governamentais sobre a abertura da linha de Leixões a passageiros, neste caso, porém, com claro objectivo de aproveitamento político, quer da parte do Governo, quer do Presidente da Câmara de Matosinhos.


O traçado anunciado, assim como as estações ou paragens que este troço vai servir, parece-nos redutor. Não conhecemos os estudos que levaram à definição das paragens, nem tão pouco o fluxo de comboios a ser efectuado e sua frequência - seria bom que estes estudos fossem publicados.


É nossa convicção - e julgamos que estamos acompanhados neste raciocínio por alguns responsáveis autárquicos - que a frequência, assim como as estações a ser servidas, deveriam obrigar a um maior dispêndio de atenção. No quadro do enorme défice de transporte público e do intenso movimento de deslocação entre estes concelhos, ausculte-se quem conhece o terreno: autarcas bem como as organizações representativas do sector ferroviário.


Evidentemente que defendemos a abertura da linha de Leixões a passageiros no mês de Setembro, e esperamos sinceramente que esta abertura seja, desta vez, para valer, pois outros anúncios já foram outrora feitos, bem como viagens inaugurais.


Entendemos, no entanto, que esta linha deve ter, no seu percurso, outras paragens e intervenções. A realidade de hoje é bem diferente do que era há dezenas de anos, quando esta linha foi encerrada a passageiros.


No percurso anunciado entre Ermesinde e Leça do Balio, esta aparece como estação terminal, enquanto as obras em Leixões não estiveram concluídas. Defendemos que a estação terminal deve ser Guifões. Tecnicamente, é possível - e resolvia o problema do transporte dos trabalhadores do complexo de Guifões, ferroviários, manutenção do Metro e Centro Operacional da Controle de Circulação da rede do metro.


Entendemos ainda que deverão ser criadas as seguintes novas paragens: Meilão (Águas-Santas), Arroteias/Pedrouços (com ligação possível a rede do Metro e Centro Escolar e Hospitalar da Asprela - S. João e IPO), Arroteia (complexo industrial da Efacec e outros) e Guifões, depois da paragem do complexo oficinal, mantendo a actual paragem.


Com estas alterações é nossa convicção que as populações seriam melhor servidas e a rentabilidade da linha teria outra dimensão. Hoje é tecnicamente possível, com o actual material circulante ferroviário, reduzir as distâncias de paragens, pois a aceleração e a desaceleração (frenagem) das composições suburbanas é bem diferente, para melhor, e a rentabilidade no cumprimento de horários pode ser respeitada.


Numa segunda fase, achamos que se deve avançar para a ligação entre a Estação de Contumil e a Estação de S.Gemil com ligação a Leixões. Deverá também ser reactivada a paragem da Circunvalação (junto ao antigo Bairro S. João de Deus).


Nunca entendemos por que investiu o Estado milhões de euros na electrificação e duplicação da via e esta obra não está concluída. Uma vez que o anúncio da abertura e a frequência de circulações assim o determina, é prioritário que a duplicação da via (entretanto interrompida) entre Leça do Balio/Leixões e S.Gemil/Ermesinde seja concluída.


 


Os Candidatos da CDU às Câmaras de Valongo, Maia, Matosinhos, Gondomar e Porto tudo farão para que estas propostas tenham procedência.


 


Maia, 31 de Julho de 2009

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