Camaradas e amigos
Do essencial sobre os objectivos da candidatura da CDU à Câmara e Assembleia Municipal creio que, pela voz do Adelino Soares e da mandatária Eduarda Ferreira, já foi quase tudo dito.
Compete-me portanto, falar um pouco sobre a tarefa em concreto que teremos pela frente e é o que tentarei em breves palavras fazer.
Ser membro da Assembleia Municipal, no que me diz respeito, não é novidade, uma vez que já por diversas vezes, foi cargo que desempenhei.
E mesmo não fazendo parte da Assembleia, devo estar com toda a certeza durante este mandato, entre os mais assíduos assistentes às suas reuniões, faltando apenas, quando a sua realização coincide com outras iniciativas de âmbito partidário, ou autárquico. O que me facilita de certo modo o desempenho desta missão, em caso de ser eleito.
O facto de ser um acompanhante dos trabalhos da assembleia, permite-me tirar a seguinte conclusão:
A distribuição dos deputados municipais é de tal ordem desproporcional em relação ao leque partidário na Assembleia representado, que dita números tão dispares como estes:
PS, 12 deputados (que ultimamente parece que já não são tantos, a representarem esse partido) + 2 Presidentes de Junta (que também parece que ultimamente diminuíram, tendo em conta o que publicamente se anuncia).
PSD, 12 deputados + 2 Presidentes de Junta + 1 independente, que é mais alinhado com o PSD, do que alguns lá eleitos por este partido.
A CDU, por sua vez, conta presentemente com um eleito na Assembleia Municipal.
Mas camaradas, a quem esporadicamente assiste aos trabalhos da Assembleia Municipal, sem a preocupação de fazer as contas no que toca à distribuição de deputados por partido, fica claramente com a noção de que tal distribuição é muito mais equitativa do que o é na realidade. E porquê?
Porque apesar de apenas ter um só elemento naquela Assembleia, independentemente da sua importância, não há assunto que lá seja discutido, que não tenha da parte da CDU, a devida atenção e a correspondente intervenção, como se da parte da CDU existisse um grupo parlamentar muito mais alargado e não apenas de um só elemento.
Camaradas e amigos, mas isso não é fruto do acaso. Em abono da verdade e da justiça, é justo que se enalteça aqui, o empenho e competência do nosso eleito neste mandato, José Deolindo Caetano, agora primeiro candidato da CDU à Câmara Municipal; e do importante salto qualitativo, dado em termos organizativos pela Comissão Concelhia de Valongo, no que se refere à discussão e acompanhamento dos assuntos municipais.
Onde sobressai sem dúvida, a importância da discussão colectiva dos assuntos; e uma envolvência cada vez maior, de quadros jovens e competentes, na direcção Concelhia desta frente de trabalho.
O grau de dificuldade no desempenho da tarefa do eleito da CDU na Assembleia Municipal é acrescido pelo facto da CDU não ter nenhum vereador na Câmara, o que leva a que sem esse fundamental elemento de ligação, muitos dos assuntos constantes na agenda das assembleias, sejam factos consumados, ou em vias muito próximas de o ser.
Por isso camaradas, é necessário todos juntos darmos corpo à ideia, de que a CDU é fundamental e é neste momento, a voz que está a fazer falta na Câmara de Valongo.
Camaradas, se até aqui o trabalho de um só deputado da CDU na Assembleia Municipal tem sido feito com um grande esforço e dificuldade no seu desempenho, o reforço da CDU na próxima Assembleia não servirá para repartir esse trabalho e para aliviar a intervenção de cada eleito, mas servirá isso sim, para alargar a nossa influência e intervenção e aumentar a nossa capacidade de resposta aos problemas da população do concelho.
Por isso camaradas e amigos, votar na CDU nas próximas eleições, a começar já no próximo dia 7 de Junho para o Parlamento Europeu, é um apelo que eu faço a todos os presentes.
Viva a CDU
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