Incompatibilidade entre as actividades de Verão e a feira é a única justificação da CMV.
A solução dos comerciantes é... esperarem pelo Verão.
Entretanto fiquemos com o pagamento desta obra por mais umas dezenas de anos. Ninguém pode esquecer que a remodelação deste largo e a construção do parque subterrâneo entrou no negócio dos parquímetros.
Fica a questão no ar: afinal quem é que lucrou com este remodelação? A população em geral, os comerciantes ou apenas a empresa responsável pelos parquímetros no Concelho?
Notícia do JN
O Largo do Centenário, em Valongo, "está morto". É a convicção dos comerciantes da zona que, depois da remodelação da praça, em 2004, se queixam da falta de clientes. Câmara desvaloriza críticas e fala em "crise generalizada".
"Quando para aqui vim há seis anos, tinha a expectativa de o negócio correr muito bem. No entanto, saiu tudo ao contrário, contou, ao JN, João Pedro Melo, que está à frente do negócio de família no ramo da fotografia, e que procurou no Largo do Centenário "sair do marasmo a que estava remetida a loja, com mais de 40 anos, na Praça Machado dos Santos". "Este local deve ser o mais bonito de Valongo. E, no entanto, abandonado desta forma dá a impressão que é a aldeia mais próxima do Porto", acrescentou o jovem empresário.
Contactada a Câmara de Valongo, fonte da autarquia valorizou "a intervenção" no Largo do Centenário [onde foram gastos 2,5 milhões de euros, por via de um concurso de concessão a uma empresa privada] que transformou o local como um dos mais bonitos da cidade, dotando-o, para esse efeito, de infraestruturas. Nomeadamente de um parque de estacionamento subterrâneo, que permite que as pessoas possam comodamente deixar os carros enquanto vão às compras".
Mas, a opinião generalizada da população é de que a praça ficou "muito a perder com a saída da feira para debaixo do apeadeiro de Suzão", como confirmou o morador Manuel Padilha quando falou do actual "marasmo" em que se encontra o local, dando como exemplo o abandono "de um edifício emblemático da cidade, o antigo quartel dos bombeiros".
"É uma vergonha que a autarquia deixe que um edifício centenário chegue àquele estado de degradação, cheio de ratos, e com toxicodependentes", descreveu Manuel Padilha (ler texto ao lado).
Também José Gonçalves Pereira, comerciante no Largo, lastima as "condições miseráveis" a que chegou o espaço que também já foi um cine-teatro, recordando com "saudade" os tempos em que chegou a frequentá-lo.
"A renovação do Largo foi a morte do centro de Valongo", acrescentou o ourives, criticando o facto de a rua pedonal não facilitar as cargas e descargas dos comerciantes. "Em 2006, pedi um comando para ter acesso à zona pedonal e, assim, levar mercadoria para a loja. Até hoje, não tive resposta. A a minha casa é uma ourivesaria, porque se fosse uma residencial já tinha uma dúzia de comandos", desabafou José Gonçalves Pereira.
Já Licínio Marques, que viu o negócio dos pneus "perder clientela em cerca de 75%", recordou que "a feira trazia povo", enquanto que "agora ninguém vem aqui fazer compras".
No entanto, para a Autarquia "não fazia sentido" que a feira continuasse a ser feita no Largo, de uma forma "pouco digna", preferindo priveligiar a animação que a praça ganha durante o Verão com exemplos como "as marchas populares" ou o evento "Valongo a cantar".
Mesmo assim, o discurso de Manuel Padilha, morador em Valongo, é de desânimo: "No Largo há cafés que já tiveram de ser trespassados, porque ninguém vem passear para aqui. Nem os idosos que têm mais tempo vêm, porque os bancos não têm costas".
Comentários
Morto não esta , mas que ainda morre lá algum cidadão isso talvez aconteça com mais rápido .
A sra.Sandra deve estar revoltada porque o filho foi atropelado no largo em Agosto ao pouco que sei pois nem cá estava nesse momento encontrava me de férias o menino foi atropelado por alguém que nem deveria estar cá dentro estacionado... o meco automático do lado da Foto Veneza BPN ourivesaria Gonçalves studio estava há muito tempo em baixo nós comerciantes e moradores tínhamos sempre o cuidado de os fechar (quer dizer alguns comerciantes)...aliás eu falando por mim sempre que os via abertos fechava os para evitar essa situação mas não podia fazer nada em relação ao outro meco que continuava aberto isso seria da responsabilidade da CMV ou da gestão do parque subterrâneo não nossa!!! muitas vezes fui chamada de novos sem nexo por meninos do pápá que estacionavam os carros cá dentro... viam-me a fechar os mecos e depois era insultada... durante o verão poucas vezes se viu a passar aqui a policia e manda-los tirar os carros...agora por causa do acidente do filho da D.Sandra todos nós somos tratados como assassinos quando na verdade não temos culpa de nada... eu só gostava de pedir á D.Sandra que também nos ajudasse e fizesse uma declaração ao JN dissesse que foi que atropelou o filho dela para que as culpas não continuassem a cair em cima de nós.