Declaração de voto
Em reunião de representantes dos partidos com assento na Assembleia Municipal de Valongo, foi apresentada pelo Grupo Municipal do PSD uma proposta para que a Presidente da Assembleia Municipal, e nesta qualidade, fosse o elemento a ser designado para a Comissão de Acompanhamento junto da CCDR-N da Revisão do Plano Director Municipal de Valongo.
Esta proposta tinha como fundamento o facto de a Presidente da Assembleia Municipal já representar o órgão em alguns actos, pelo que, na opinião do PSD, esta seria uma proposta aceitável e devia ser consensual.
Ora, este consenso não foi aceite pelo PS, CDU e BE. O PS defendeu que, como partido da Oposição, deveria estar representado nessa Comissão. O BE também colocou reservas à proposta do PSD.
A CDU achava natural que, se o executivo camarário estava representado nessa Comissão, e por uma questão de escrutínio, seriam razoáveis as pretensões do PS, e por isso iria aguardar pela proposta do PS para se pronunciar.
Seria, pois, de bom senso, na opinião da CDU, e uma vez que não foi conseguido este consenso, que a Presidente da Assembleia declinasse o convite do PSD, já que, enquanto Presidente da Assembleia, deve manter a equidistância e não representar uma facção.
Deveria ser também obrigação para quem desempenha este cargo, e uma vez que o consenso não existia, tentar conciliar opiniões, pois é nestas ocasiões que a Presidência é relevante.
Mas, em vez de enveredar por este caminho, a Presidente da Assembleia Municipal preferiu defender a sua candidatura em particular, sujeitando esta Assembleia a um ciclo de votações não em nada a prestigiou.
Os Munícipes poderão perguntar: era tão relevante efectuar-se duas Assembleias Municipais extraordinárias só para nomear alguém para uma Comissão de Acompanhamento?
Não haverá assuntos mais relevantes para a população do concelho de Valongo e que deviam ter mais atenção da parte desta Assembleia?
A Presidente da Assembleia Municipal, ao aceitar ser candidata pelo PSD a esta Comissão, demonstrou a sua preferência política, o que leva a que, mais uma vez, a CDU coloque reservas quanto ao seu desempenho no cargo de Presidente deste órgão autárquico.
Valongo, 4 de Agosto de 2008
A Presidente da Assembleia foi eleita com o seu próprio voto de qualidade. Como referido na declaração de voto da CDU sobre esta questão, foram realizadas duas Assembleias Municipais extraordinárias exclusivamente para abordar este assunto.
Comentários
Esta mulher não tem emenda. Vendeu-se toda direitinha. Uma simples proposta do PSD, para ter ali uma nulidade como representação.
Não é capaz de abrir a boca, para ao menos dizer; estou de acordo!
Levanta o braço e está feito, não nacessita de se manifestar.
Como é que é possível aceitar tudo que venha da direita em nome da vaidade pessoal. O que lhe interessa é estar no topo. Nem que tenha que vender a alma ao diabo.
Mas fosse esse o problema, vendesse ela a alma ao diabo...agora perder toda a dignidade e coerência de ideias que disse defender, demonstra que só aceitou participar na actividade política como forma de se fazer notada.
E para isso vale tudo.
Que falta de vergonha.
Ainda para mais, com gente bem mais interventiva e qualificada na Assembleia... Bem fez a CDU em dar-lhe o chuto no c... Mas não sei como foi possível caírem na esparrela logo de início. Aí, foram anjinhos, ainda que depois tenham emendado a mão.
Será legal usar voto de qualidade quando esta em causa uma decisão com interesses pessoais.
Se é uma atitude séria não parece.
Mas então não foi esta senhora que acusou a CDU de falta de diálogo para trair a confiança que foi depositada na sua pessoa?
Claro. Que admiração. O diálogo já era feito com o PSD.
Agora ficou comprovado, que através do seu ar angelical de dama ofendida, aceita com toda a naturalidade, ser proposta pelo PSD, e utilizar o voto de qualidade, e sem dizer uma palavra...pimba...vota a favor da sua designação.
Que actitude mais miserável.