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JFE - O Artigo da discordia

Apesar da extensa ordem de trabalhos e dos muitos problemas da cidade, o PS usou o seu tempo antes da ordem do dia na análise do artigo de opinião da nossa camarada Sónia Sousa.
Para além de insultos, classificaram o artigo de terrorismo político, não assumindo o que disseram nas reuniões públicas do executivo da Junta.
Porque não nos sentimos intimidados e porquê nada do que foi dito no artigo publicado na Voz de Ermesinde é mentira, iremos transcreve-lo.



Opinião



Defender? Ou fechar os olhos?




O consumo excessivo de bebidas alcoólicas é um problema que afecta milhares de portugueses. Diversos estudos independentes apontam Portugal como um dos países da União Europeia onde mais se álcool se consome. Se analisarmos as opiniões dos especialistas, veremos que estes são unânimes em considerar que o consumo excessivo de bebidas alcoólicas tem efeitos nefastos sobre a saúde, conduzindo facilmente à dependência física e psíquica. Muitos especialistas equiparam, aliás, os riscos do consumo excessivo de bebidas alcoólicas ao consumo de heroína; a única “vantagem” do consumo de álcool relativamente ao consumo de drogas duras é que o primeiro é culturalmente aceite, sendo admissível e até benéfico o seu consumo moderado, facto que, no que no caso da heroína, não acontece. Note-se, ainda assim, que, se é verdade que o álcool, quando consumido moderadamente, poderá trazer benefícios para a saúde de quem o consome, não é menos verdade que o consumo aconselhado para esse fim é de apenas um copo de vinho por dia.


A definição de uma situação configuradora de um abuso do consumo de bebidas alcoólicas é fácil quando o estado de embriaguez é manifesto. No entanto, existem consumidores que, apesar de serem alcoólatras, trabalham e estão integrados na sociedade, não assumindo a sua dependência nem aceitando o facto de que necessitam de apoio para a superar. Muitos problemas laborais advêm deste tipo de consumo crónico, porém nem sempre visível.


A realização de testes de alcoolemia pode, por isso, ser uma medida relevante para despistar casos como os que acima são descritos. Quando conduzidos com o devido enquadramento legal e de forma rigorosa, no estrito respeito pela privacidade dos trabalhadores e pelos seus direitos laborais e de cidadania, estes testes podem constituir elementos de clarificação de situações tidas como anómalas. O que eles não podem é ser utilizados pelas entidades patronais como arma de arremesso contra os trabalhadores, nem como instrumento de coação, mesmo que subtil.


Vejamos o seguinte exemplo: na Junta de Ermesinde, é frequente alguns elementos do Executivo afirmarem que os funcionários se encontram embriagados no local de trabalho. Só recorrendo a um processo de controlo é que os restantes elementos desse mesmo Executivo podem verificar se as situações apontadas são verdadeiras ou se não passam de suspeitas e/ou processos de intenção. Com a realização dos testes é também possível sinalizar os trabalhadores em questão, não pagando todos por uma pequena parte.


Se os testes de alcoolemia forem utilizados de forma responsável, se as entidades se comprometerem a informar e formar os trabalhadores, através de acções de sensibilização, e se, no caso de serem detectados casos de dependência, a entidade patronal assumir a responsabilidade do encaminhamento do trabalhador para um tratamento, é possível que estes testes sejam usados positivamente para ajudarem os trabalhadores dependentes do álcool a vencer essa dependência.


Com estes pressupostos, foi aprovado com o voto da CDU, na última reunião da Assembleia de Freguesia, um Regulamento Interno sobre Prevenção e Controlo do Consumo de Bebidas Alcoólicas. Esperamos agora que este seja convenientemente aplicado. Da minha parte, tudo farei para fiscalizar a sua aplicação e para não deixar que os trabalhadores sejam prejudicados. Por último, deixo uma palavra ao PS, que se absteve na votação: apesar de os eleitos deste Partido no Executivo caluniarem frequentemente os trabalhadores, nem sempre o melhor pai é o permissivo.




Sónia Sousa

Comentários

linos disse…
Não dá para entender este tipo de reacção do PS, -quer-se dizer...até entendemos ...mas enfim...o grande problema para eles é tornarmos público algumas das suas actuações. Existimos e isso atrapalha-os...Não os deixamos a falar sozinhos com os amigos do outro lado...naquele joguinho do, ora agora mandas tu amanhã mando eu e depois fazemos o folclore de que somos de esquerda e de direita mas praticamos a mesma política...Existimos e isso é um problema. Ficam atrapalhados pela condenação que fazemos de serem vira ventos? dizem uma coisa e fazem outra?è normal. Metem medo?...Querem!...Temos que ter atenção e denunciar actos de intimidação, venham eles de onde vier...é que o caso F . Charruas não é caso isolado da actuação de gente ligada aos mandantes locais, regionais e nacionais do actual poder...Vindo de um Governo PS, é estranho, embora não seja de admiração total...mas os papagaios também aparecem localmente...e ficam inchados quando se lhes toca nas campainhas, ou seja, nas contradições, sejam intencionais ou não...
Por último; preocuparam-se eles, PS e PSD,com os problemas das populações?
Provedor disse…
Ó menina Sónia, não perca tempo e energia com gente inútil para servir o bem público. São pessoas que, e, para defender o sei "tacho", vendem o partido que militam.
Um aviso; eles tem uma muleta nesse jornal, que poderão usar, para boicotar o excelente trabalho que está a desenvolver - esteja atenta.
Domingos Guedes Santos disse…
Qual é o problema do PS?! Será que pensam que o controlo também se fará antes de cada reunião do executivo da JFE?!

Só consigo perceber a atitude dos centristas (PS) observando a sua posição actual nacional. O PS transformou-se num monstro reformista, seguindo a norma da internacional socialista. E, sabendo que a Portugal tudo chega com certo atraso, o PS está-se a auto-condenar ao desaparecimento. Claro que, até que o povo o entenda, vão-se forrando os bolsos e cuidando dos seus.
A mim, pessoalmente, não me admira a postura dos centristas de Ermesinde. Todos sabemos que o PS de Ermesinde foi sempre forte, e todavia está tão dividido que não consegue o poder. Estão nervosos.
A solução está numa forte campanha de reforço da CDU, numa campanha de comparação com as autarquias do Sul, de quebra de preconceitos. E, para isso, devemos começar já. A CDU pode governar Ermesinde, e com muito trabalho pode mesmo governar a CMV.

Continuação de bom trabalho. E Parabéns.
Adérito Machado disse…
Pelo que entendi os senhores do Executivo da Junta fazem lembrar os artistas no tempo dos índios , levavam o whisky para os embebedar e depois iam lá vender as armas, posto isto faziam a emboscada e pimba. Aqui acontece a mesma coisa, por onde passam pagam o copito da ordem e depois pagam outro para assim terem os votantes debaixo de olho, sobre controlo, depois na emboscada das eleições lá estão eles com os melhores remédios para a desintoxicação, e dentro das embalagens que tendes senhor? mais vinho, mais uma pinga para se esquecerem das promessas nos dias das consultas (eleitorais), e assim controlam os fregueses até à próxima consulta, é de mestre(s)... Já agora parabéns à D. Sónia Sousa pelo artigo escrito e aqui transcrito, não a conheço mas se é da CDU está tudo dito. E mais se este artigo fosse escrito por um doutorado qualquer, não tenha dúvidas que no próximo "Prós e Contra" lá estava no palanque junto dos seus doutores...
Adérito Machado
provedor disse…
mas ela é doutora, ou pelo menos é licenciada numa universidade a sério
Anónimo disse…
Isso devia ser o que ela queria. Mas para chegar aos prós e contras tem de trocar de partido. Vocês nem são convidados...
Aurora disse…
Os representantes do PCP não são convidados porque a vossa "democracia" é assim...tão democrática, não é ?

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