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JFE - Plano de Actividades e Orçamento 2007 - Declaração de Voto

Na análise que fazemos ao plano/orçamento para 2007 vemos como aspecto mais negativo o investimento a realizar no mercado de Ermesinde. O investimento neste equipamento é da responsabilidade da Câmara. O PSD, no seu programa eleitoral, afirmou que iria construir um novo mercado, mas se lermos atentamente o Orçamento para 2007, nada é afecto à obra. O Sr. Presidente irá brevemente fazer uso do seu voto para aprovar ou chumbar o orçamento da Câmara, está nas suas mãos a oportunidade de “obrigar” os seus colegas de partido a cumprirem com as promessas.


Também não compreendemos a diminuição da verba afecta à construção da 3ª Fase do Edifício Sede da Junta.


O apoio às associações carece de uma maior verba, que queremos que seja actualizada na próxima revisão orçamental.


Em termos gerais, da comparação deste Plano de Actividades com o de 2006, é notório que este é mais ambicioso e digno de uma Junta que se quer interventiva. Congratulamo-nos por as nossas críticas não terem caído em “saco roto” e terem servido para elevar o nível de trabalho da Junta, já que propostas como: a continuação das comemorações do Dia da Cidade e do 25 de Abril; a inclusão da colónia de férias, a campanha de sensibilização ambiental e o arranjo dos parques infantis foram incluídas no plano.


Ressalvamos como iniciativas de mérito a criação do Gabinete de Acção Social, a criação de sessões de leitura em Lares e Centros de Dia e a campanha de recenseamento eleitoral.


Mas, se é verdade que consideramos este orçamento ambicioso e praticável, também temos de salientar que num orçamento e num plano claramente inferior, muitas iniciativas ficaram por fazer ou foram realizadas de forma deficiente. Durante o ano, o PSD nunca demonstrou capacidade, vontade e dinamismo para por em pratica as propostas aprovadas. Será que com a experiência de um ano de mandato o irá conseguir fazer? Temos dúvidas, mas cá estaremos para verificar se este plano/orçamento não foi feito apenas para “encher o olho” e para ludibriar a oposição.


Os eleitos da CDU regem-se sempre, nas autarquias, como a outros níveis, pelo critério da verdade e da coerência entre as palavras, que por si só não valem nada, e os actos que as confirmam ou desmentem. Está sempre presente nas discussões internas que fazemos, o sentido de correcção das posições e das iniciativas duns e doutros e a determinação de apoio a todas as possibilidades de contribuir para a melhoria da vida dos nossos concidadãos. Nunca nos movemos por tácticas politicas ou por interesses que não sejam os da comunidade em que estamos, no seu conjunto e na sua diversidade de interesses e necessidades.


Assim, dando à maioria na Junta o benefício da dúvida, e tendo em conta o mérito das propostas apresentadas, iremos votar favoralmente o orçamento e plano para 2007. Mas, com a promessa de continuarmos atentos e no caso deste plano não ser levado à prática, tirarmos as devidas ilações e agirmos em conformidade.


Ermesinde, 6 de Dezembro de 2006

Comentários

Aurora disse…
Esta declaração de voto é notável. Por um lado, pelo conteúdo ético. Por outro, porque desmente categoricamente as acusações tantas vezes feitas aos comunistas de sectarismo e "radicalismo". Embora não conheça o Orçamento da Junta (está na internet?; se não está, devia estar), confio que a eleita e os responsáveis da CDU e do PC tenham contribuído para que a Presidência de direita tenha apresentado um orçamento aceitável e por isso o tivesse votado favoravelmente. Como a declaração afirma, há que estar atento e agir na hora. Reforçando o que escrevi acima, chamo a atenção dos interessados para a lição de ética e de responsabilidade política, por parte de uma associação política, um partido, que situando-se nos antípodas dos valores (do capitalismo) defendidos e particados pelo PSD; CDS e PS, é capaz de ter a coragem maleabilidade mental, moral e política para tomar esta atitude. Aprendam, cavalheiros da politiquice barata - a da chicana e do buraco no passeio - porquie isto é que é política.
Aurora disse…
Ainda uma questão. Como votou o PS? Terá sido, como suspeito, que votou contra, porque sim? (Não só porque sim, mas porque se sentem imensamente frustrados por não terem eles a maioria, de modo a silenciarem os outros, como é costume.)
antonio disse…
Claro que votaram contra porque sim. Depois dizem que a CDU não sabe fazer oposição e o que gosta é de ser do contra. Tomem lá morangos...
Gostaria de conhecer o plano de actividade e orçamento, seria possivel colocarem no blog?
Ermesindense disse…
Resta saber porque é que a CDU, sempre tão critica em relação a tudo o que se relaciona com a Junta, votou SIM.
Quer dizer, saber até sei, se calhar aluma manobrazinha por baixo da mesa esteve na origem deste surpreendente voto de aprovação do Plano e Orçamento.
Carlos Coutinho disse…
Se o sr. Ermesindense lesse com atenção o orçamento e plano da Junta, resumido neste blogue, e a declaração de voto da eleita pelo PCP, não faria comentários destes. Mas, enfim...insiste neste tipo de raciocínios desprovidos de seriedade. O PCP não é um partido eleitoralista e apoia sempre todas as propostas, venham de onde vierem, que possam contribuir para melhorar a vida das pessoas, nos breves dias que passam neste mundo. Outros, servem-se da política preocupados apenas em melhorar a sua própria situação e a dos seus compinchas. É a diferença. E é grande...

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