Avançar para o conteúdo principal

Proposta apresentada na Junta de Ermesinde - Conselho Consultivo

Ermesinde, 7 de Dezembro de 2005


Equipado com infra-estruturas culturais de qualidade, o concelho de Valongo, e particularmente a freguesia de Ermesinde, precisa agora de avançar para um patamar superior de intervenção cultural, um patamar de intervenção que permita a rentabilização das infra-estruturas existentes e aposte decisivamente na cultura feita pelas e para as pessoas, no envolvimento das populações, sobretudo dos jovens, e na dinamização do tecido cultural e associativo local. Em relação a este último, é da maior importância o seu reconhecimento enquanto actor central na elaboração e materialização de uma política cultural verdadeiramente democrática, até pela sua proximidade com as populações e os seus problemas.

A criação de um órgão como o Conselho Cultural da Cidade visa precisamente valorizar o papel e importância do tecido associativo de Ermesinde, através da constituição de um fórum de discussão alargado onde não só seja possível promover o aprofundamento da ligação dos responsáveis políticos à realidade local, mas também congregar esforços e concertar interesses, tendo como pano de fundo o objectivo fundamental a democratização do acesso à criação e fruição cultural.

Proposta de Regulamento

Comentários

João Freitas disse…
É desta que o PS tem medo. Só falta ver se o PSD também tem...
Sara da Conceição disse…
Não se percebe qual dos dois tem mais medo. A democracia deles não dá para estes arremessos participativos. É uma democracia muito caseirinha,muito arranjista, para expôr numa praça pública mais alargada as misérias que as telhas (da Junta) escondem...
Participação Cultural disse…
Ponham esses grandes intelectuais do associativismno de Ermesinde a dizer o que querem das actividades culturais cá da terra e vêem onde isto vai parar: além dos DZRT, dos Tonys Carreiras e do Josés Albertos Carreiras deste mundo, vamos ter muitos ranchos folclóricos dessas associações e os respectivos grupos corais.
Tenham dó de nós! Este Conselho Consultivo seria um aborto logo à partida!
josé gomes disse…
então, mas nós só temos isso: d'zrt, tony carreira e outros que tais.não valerá a pena ouvir o que as associações têm a dizer acerca da dinamização de um projecto cultural sério para ermesinde?não valerá a pena dar uma voz activa àqueles que, de certa forma, são a única voz de uma parte da população? a mim parece-me clara a resposta.há muitos projectos que podem falhar e este pode ser mais um, mas não valerá a pena tentar mobilizar mais conhecimentos e experiências neste âmbito?parece-me que há muita gentinha com medo de ouvir os outros, isso é que é.é a democracia que temos!
Carlos Coutinho disse…
Há muita gente que tem pavor de qualquer democracia que não seja este arremedo de formalismo e chateza em que vivemos. Qualquer tentativa de debate com aqueles que os elegeram os apavora, porque têm de lhes prestar contas, de ouvir as suas opiniões, de pensar. E pensar...que trabalheira é pensar...
Carlos Coutinho disse…
A proposta de constituição de um Conselho Cultural é mais que pertinente e justificada. Poderia trazer benefícios culturais e aumentar o nível do debate em torno de questões culturais, de que tanto precisamos e melhorar a prestação da Junta nesse campo. Não se trata de nenhuma aberração, como alguns mal intencionados têm pretendido fazer crer. A constituição destes conselhos, de carácter consultivo, pode ser uma ajuda preciosa para a actividade da Junta e da Assembleia de Freguesia, seu órgão fiscalizador, bem como uma forma mais organizada e com continuidade no tempo, de a população - que elegeu os senhores autarcas, ou já se esqueceram? - participar e trazer a sua criatividade e as suas preocupações à Junta. De resto, no "Regulamento da Assembleia de Freguesia de Ermesinde", há, no Capítulo I, Art.º 11º - Direitos dos membros da Assembleia, uma alínea, a g), que diz ser direito dos membros da Assembleia " Propor à Assembleia a delegação nas organizações populares de base territorial de tarefas administrativas que não envolvam o exercício de poderes de autoridade".Ora, isto vai muito mais além da constituição de um órgão de carácter consultivo, como seria o Conselho Cultural da Cidade, proposto pela CDU, pois pressupõe a participação de organizações populares na administração da coisa pública, por delegação assumida pelos seus eleitos. Claro que os que se opoem a esta proposta do Conselho Consultivo, deverão achar esta alínea do citado Regulamento, uma aberração ainda maior, pois, pelo seu ponto de vista, íam lá agora ceder as prerrogativas do seu poderzinho autárquico a uma organização constituída por eleitores...É este o conceito limitado de Democracia que têm, que havemos de fazer?

Mensagens populares deste blogue

Estacionamento desordenado na Zona Industrial de Alfena compromete a segurança pedonal

  A Zona Industrial de Alfena continua a enfrentar um problema de organização do espaço público que afeta diariamente a segurança e a mobilidade de quem ali trabalha e circula. Em vários arruamentos, os passeios existentes têm largura suficiente para garantir uma circulação pedonal confortável. No entanto, a ausência de uma correta organização do estacionamento faz com que muitos veículos estacionem parcialmente ou totalmente sobre os passeios, obrigando os peões a circular pela faixa de rodagem, muitas vezes entre veículos pesados.    Esta situação resulta, em grande medida, da opção por manter lugares de estacionamento em paralelo, quando a largura disponível permitiria a criação de estacionamento em espinha, aumentando o número de lugares e evitando a ocupação abusiva dos passeios. A atual configuração revela-se desadequada às necessidades da zona industrial e acaba por gerar conflitos permanentes entre veículos e peões. Não estamos perante um problema inevitáv...

Resultados Freguesia de Alfena

 

Orçamento e Grande Opções do Plano para 2026 – Mapa de Pessoal para 2026

A CDU manifesta a sua abstenção na votação do Orçamento e do Plano Plurianual de Investimentos para 2026. Reconhecemos que a proposta apresentada contempla medidas positivas para o concelho, nomeadamente nas áreas da educação, da habitação, da saúde e das creches. No entanto, apesar da relevância e do potencial destas medidas, subsistem fundadas dúvidas quanto à sua efetiva concretização. A experiência de anos anteriores demonstra que diversos orçamentos incluíram obras e investimentos que acabaram por não se materializar. É neste contexto que a CDU opta pela abstenção: uma posição que permite viabilizar o Orçamento, mas que não deixa de expressar reservas quanto à concretização de prioridades estruturais essenciais, como a defesa do direito à habitação e a requalificação das escolas. A defesa do direito à habitação exige mais do que intenções. Exige a concretização de investimentos há muito anunciados, o combate à especulação imobiliária, a melhoria das condições do parque habitaci...