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ORGANIZAÇÃO CONCELHIA DE VALONGO DO PCP REALIZOU A SUA 9ª ASSEMBLEIA

Realizou-se no passado dia 9 de Fevereiro, na Junta de Valongo, a 9ª Assembleia da Organização Concelhia de Valongo do PCP. Este foi um momento alto da vida da organização partidária local, que, dois anos decorridos desde a Assembleia anterior, voltou a reunir para proceder a um balanço do trabalho realizado, à definição das orientações para a intervenção futura e para a eleição de uma nova Comissão Concelhia.


Os muitos participantes abordaram um conjunto muito abrangente de temas, desde os aspectos relacionados com a própria organização partidária, passando pela análise da realidade local e nacional. Foram muitas as intervenções ao longo da tarde de trabalho.


Na intervenção de abertura, Belmiro Magalhães, membro da DORP e do Comité Central, referiu que esta Assembleia não se limitou a este dia de trabalhos, mas a todo um processo preparatório que decorreu ao longo dos últimos meses envolvendo os organismos, organizações e militantes do Partido. Qualificou a intervenção realizada desde a Assembleia anterior como globalmente positivo mas ainda aquém das possibilidades e das necessidades, destacando a necessidade de desenvolver um estilo de trabalho que promova o aperfeiçoamento do trabalho colectivo, a responsabilização de novos quadros e o recrutamento de novos militantes.


Adriano Ribeiro, membro da Comissão Concelhia e eleito na Assembleia Municipal de Valongo, referiu-se à importante intervenção realizada pela CDU neste Município, dando voz aos problemas das populações, combatendo o processo de extinção de freguesias e opções desastrosas como a privatização de serviços e equipamentos municipais e a recente adesão ao PAEL. O autarca comunista deixou ainda o desafio para a batalha das próximas eleições autárquicas: se com apenas um eleito na Assembleia Municipal tanto foi feito, o que não seria se a CDU tivesse representação no órgão Câmara Municipal!


 



Avelino Sousa, membro da Comissão Concelhia, apelou aos presentes para a necessidade do reforço do trabalho de recolha de fundos, com destaque para a rubrica das quotas, mas sem deixar de ter em conta todas as possibilidades de realização de receitas existentes.


No que diz respeito a outras questões relacionadas com o trabalho de organização, Adelino Soares, membro da Comissão Concelhia, reforçando um apelo a correcção de aspectos mais rotineiros do funcionamento das organizações do Partido, sublinhou a existência de condições para uma melhor dinamização e rentabilização dos três centros de trabalho do Partido no concelho.


Um pequeno exemplo das potencialidades para o reforço da Organização do Partido foi dado durante a Assembleia por António Rocha, membro da Célula da Câmara de Valongo, ao referir que na última banca de venda do Avante! nas Oficinas da Câmara, em apenas uma hora, foram vendidos mais de 15 jornais, demonstrando o interesse dos trabalhadores em conhecerem as posições do Partido.


Por seu lado, Joaquim Delgado, da Comissão Concelhia, valorizou o facto de na organização de Sobrado, pela primeira vez em muito tempo, existir uma estruturação da organização do Partido, com reuniões mensais, a recolha de quotas regularizada e a venda semanal da imprensa do Partido.


Na intervenção de encerramento, Jaime Toga, membro da Comissão Política, valorizou a realização da Assembleia como um contributo para a concretização das orientações do recente XIX Congresso do Partido. Para o dirigente comunista, o PCP cumpre um papel indispensável e insubstituível na resposta ao Pacto de Agressão subscrito pelas troikas nacional e estrangeira, afirmando propostas de ruptura necessárias ao desenvolvimento do país. No entanto, referindo-se à importância do desenvolvimento da luta de massas, Jaime Toga sublinhou a importância da sua ampliação e, no quadro actual, da jornada de luta da CGTP do próximo dia 16 de Fevereiro, para a qual apelou ao envolvimento e mobilização de todos os militantes e amigos do PCP.


 


A Comissão Concelhia eleita, por unanimidade, é constituída por 21 camaradas, sete dos quais eleitos pela primeira vez. A composição social do novo organismo é: Operários 57%, Empregados 19%, Intelectuais e quadros técnicos 24%, sendo que destes 24% são reformados. A composição de género é de 19% mulheres e 81% homens. Dos membros na nova Comissão Concelhia quatro são autarcas, cinco são dirigentes de organizações populares e/ou sociais e dois são delegados ou dirigentes sindicais. A média de idades é de 50 anos.

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