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AF Ermesinde - Declaração de voto - Componente de apoio à familia

Não sendo possível, em muitos casos, por força dos horários e jornadas de trabalho intensas, a que acrescem frequentemente tempos exagerados destinados a deslocações, às famílias com pais trabalhadores dispor de mais tempo para estarem com os respetivos filhos, e enquanto o modelo de organização da nossa sociedade não alcançar outros patamares de desenvolvimento e bem-estar, é importante que o Estado, nas suas funções sociais, contribua decididamente para apoiar os trabalhadores com serviços educativos com horários adequados e de qualidade.


 


Após uma análise cuidadosa da proposta de deliberação que a Mesa da Assembleia pretende ver aprovada, concluímos que, para assegurar a componente de apoio à família do pré-escolar da freguesia de Ermesinde, serão transferidos cerca de 38.841 €, sendo necessários 13 trabalhadores (a que chamam "colaboradores", por mera opção ideológica). Sendo assim, as contas são fáceis de fazer: temos 38.841€; dividindo por 13 pessoas e por 12 salários (10 meses – Outubro a Julho + subsídio de Natal + subsídio de férias), temos um valor de 248 € por mês. Rapidamente se conclui que a Junta, com este valor, nunca poderia contratar trabalhadores. Temos, portanto, e mais uma vez, o poder local a viver do expediente garantido pela utilização de força de trabalho desempregada (através dos programas CEI e CEI+), sem possibilitar a estes trabalhadores um vínculo minimamente seguro, por via por meio do estabelecimento de um contrato de trabalho.


 


Se esta situação é má para aqueles que vão trabalhar nestas condições, pior ainda será para as crianças. Nada garante que estes colaboradores (agora concordamos com a palavra, não são trabalhadores porque não vão ter um contrato de trabalho) tenham hipótese de acompanhar as crianças durante todo o ano letivo, nem é garantido que estes colaboradores tenham o perfil adequado para as funções. 


Neste sentido, votaremos contra esta proposta, apelando à responsabilidade social dos restantes partidos, para que se juntem a nós e digam basta a esta forma de exploração, que, em vez de aproximar os desempregados do mercado de trabalho, só prolonga a sua situação nas margens do mesmo, mantendo-os na esperança de uma contratação futura e desvalorizando o seu investimento na procura de situações de emprego mais favoráveis, ao mesmo tempo que não resolve adequadamente as necessidades das crianças abrangidas por este serviço.


 


Ermesinde, 29 de Setembro de 2012


 


A componente de apoio à familia foi aprovada com o voto contra da CDU. 


O Sr. Presidente confirmou publicamente que a CMV apenas transferiu por 1 ano este serviço por não ter dinheiro para o fazer e também que não havia possibilidades de serem contratados trabalhadores para efetuarem este serviço com continuidade. Não é intenção do Sr. Presidente contratar no final dos protocolos com o Centro de Emprego qualquer um dos trabalhadores afetos a este serviço.

Comentários

Aurora da Liberdade disse…
O Sr. Presidente da Junta está muito bem alinhado com a política esclavagista do Governo estrangeiro que leva o país ao desastre nacional. E muito desejoso de mostrar serviço aos chefes que lhe deram aquele empreguinho do Estado na Junta. Então, vá de aproveitar a crise que os patrões dele criaram e empolam todos os dias, para contratar mão de obra escrava e fazer umas flores, fazendo também o frete à Câmara dos chefes, que depois de ter desbaratado os bens públicos e os fundos, anda a empurrar os serviços que lhe competem para as Juntas, mas sem dinheiro, naturalmente. Claro que não está sozinho e tinha de ter o apoio incondicional do outro membro da troika na Junta, o designado partido "socialista", que é mais uma associação de interesses dos mesmos e lá votou solicitamente a proposta (como sempre) para a contratação de mão de obra a rastos de barato; partido "socialista" que pretende por vezes fazer crer que a troika é uma entidade a que é estranho; mas não, a troika são eles - PS, PSD, CDS - e nunca perdem uma ocasião de o demonstrar em actos, embora nas palavras procurem sempre fazer crer o contrário para enganarem o povo. Enfim, uma tripla desgraça que se abateu sobre a Pátria (que é coisa que eles, os da troika e das troikinhas locais, não querem saber o que seja), desde há longos anos e que nos levará à miséria mais degradante, se não houver forças e coragem de amplos sectores de gente honesta na sociedade portuguesa para lhe por fim.
Susana disse…
O emprego que o PSD lhe deu foi mesmo na Câmara. Logo ele está a fazer um favor ao patrão.
zeca disse…
Pois. A resposta do Presidente é clara.
1 ano. Por não haver dinheiro, desbaratado na Câmara ao longo de 15 anos, tal e qual como o seu parceiro da troika, os ditos socialistas, fizeram o mesmo no Governo e ficaram sempre calados, aqui no Concelho e na Freguesia.
Mas não é um ano qualquer! é que para o próximo ano, vão haver Eleições Autárquicas!?!?
E então, o sempre caridoso, e bem falante Presidente, utilizará a sua boa vontade para manter o pretenso "emprego " destes trabalhadores, de repente vistos como colaboradores a troco de migalhas.
Enfim, a festança vai continuar.
Aurora da Liberdade disse…
- "Enquanto o povo deixar", respondeu Luis XVI, o rei de França, a um seu ministro que lhe perguntava até quando ia continuar a aumentar os impostos. Depois veio a grande Revolução de 1789 e ele, por pago dessas e doutras, teve o pescoço cortado. A escumalha VENDIDA AO ESTRANGEIRO que se apoderou do poder político em Portugal (e não só) e os ricos parasitas que representa, também só continuarão o regabofe enquanto o povo deixar. Acordai !

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