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AMEAÇA DE ENCERRAMENTO DAS URGÊNCIAS NO HOSPITAL DE VALONGO PREJUDICA GRAVEMENTE OS UTENTES

É necessário protestar e resistir às políticas desastrosas das troikas PSD/CDS/PS e FMI/UE/BCE.


O governo PSD/CDS, no cumprimento do Pacto de Agressão subscrito pelas troikas, tem vindo a promover o encerramento de inúmeros serviços de saúde, o que prejudica profundamente as populações e os utentes.


Com a desculpa da crise e com as medidas que estão a ser impostas ao povo português no campo da Saúde, põe-se em causa o acesso de milhares de pessoas ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).


O SNS português é reconhecido interna-cionalmente como um dos de melhor qualidade e foi graças a ele que Portugal atingiu níveis de qualidade na Saúde que países muito mais ricos estão longe de conseguir.


A ofensiva agora em curso não visa a melhoria do SNS, mas a sua degradação e a criação de condições para satisfazer a gula do sector privado pelos serviços de saúde.


Este rumo de destruição do Serviço Nacional de Saúde – iniciado por anteriores governos do PSD/CDS e do PS – tem agora uma nova e muito grave etapa com mais ameaças de encerramento dos serviços de urgência em diversos hospitais, entre eles o de Valongo.


O estudo divulgado pelo Governo para justificar o encerramento das urgências no nosso hospital, propõe o encerramento total de todo o serviço de Urgências. Segundo informações da Administração do Centro Hospitalar S. João, no qual se inclui o Hospital de Valongo são utilizadas, em média, por 60 mil pessoas/ano.


Estes números mostram como as urgências do Hospital de Valongo são um serviço muito procurado e necessário à população do concelho. O PCP sabe que uma “alternativa” em discussão no Ministério da Saúde é substituição do serviço de urgências nocturnas por uma "ambulância de piquete", o que é inaceitável.


O Hospital de Valongo serve actualmente o concelho e várias freguesias de Paredes e Gondomar, totalizando mais de 200 mil pessoas. A confirmar-se o encerramento das urgências, o único serviço de saúde a funcionar 24 horas por dia no concelho seria o recentemente inaugurado Hospital Privado de Alfena. Ou seja, mais despesa para os utentes e para a Segurança Social do Estado, que subsidia largamente os hospitais privados.


A Saúde não pode ser entregue ao negócio, nem o acesso aos cuidados de saúde um privilégio. A Saúde é um direito constitucional que o Estado tem a obrigação de assegurar!


Apelamos à mobilização de todos na luta e na resistência contra o encerramento do Serviço de Urgências do Hospital de Valongo, pela defesa do Serviço Nacional de Saúde.


Valongo, Julho de 2012 A Comissão Concelhia de Valongo do PCP

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