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Situação do sector da saúde no concelho de Valongo continua a apresentar carências assinaláveis

Uma comitiva da CDU, de que faziam parte os candidatos desta força política à Câmara e à Assembleia Municipal de Valongo, respectivamente José Deolindo Caetano e Adriano Ribeiro, reuniu no passado dia 5 de Junho com o Director do Agrupamento de Centros de Saúde do concelho, Dr. António Pais.


 


Em cima da mesa estiveram questões como como o futuro das instalações da Gandra do Centro de Saúde de Ermesinde, a construção da nova unidade de saúde de Campo ou a situação das novas instalações de saúde localizadas na Bela, em Ermesinde.


 


Os resultados da reunião não foram, para a CDU, muito animadores. Registamos com preocupação que continuam por resolver problemas sérios dos serviços de saúde concelhios e que parece não estar à vista a resolução de algumas situações que se vêm arrastando no tempo.


 


A situação caótica do atendimento continua. A percentagem de utentes sem médico de família permanece igualmente muito elevada (ronda os 18%), com as freguesias de Ermesinde e Campo apresentando carências significativas a este nível (cerca de um quarto dos utentes destas freguesias não têm médico de família).


 


De acordo com o novo responsável pela saúde no concelho, no próximo mês abrirá a extensão de sáude na Gandra (Ermesinde). Funcionará como unidade de saúde familiar e nela serão integrados quatro novos médicos de família, perfazendo um total de seis médicos de família nesta unidade. Nessas instalações, cuja abertura foi adiada para lá do previsto, como a CDU denunciou em devido tempo, está ainda prevista a abertura de uma outra unidade composta por médicos e profissionais de áreas como a nutrição ou a podologia, bem como uma outra unidade que permitirá uma prestação de serviços ao nível domiciliário. A CDU saúda estes avanços, esperando que se concretizem conforme o anunciado por António Pais na reunião do passado dia 5.


 


Um outro avanço anunciado é a admissão nas unidades de saúde de Valongo de mais 17 enfermeiros, com vista à resolução das carências existentes a este nível, que levam muitos valonguenses a recorrerem a serviços privados por não terem à sua disposição estes profissionais.


 


De todo o modo, para António Pais, só com a reestruturação e reorganização dos serviços é que se poderá prestar melhores cuidados de saúde, pelo que a melhoria não passará, para já, pela contratação de mais médicos e enfermeiros.


 


Relativamente à extensão de saúde de Campo, a edificação de uma construção nova, para que seja finalmente abandonada a provisória, reivindicação antiga da população a que sempre a CDU se associou, é uma preocupação que não está nas prioridades do novo administrador, apesar de este considerar que tanto Alfena como Campo deveriam ter um edifício construído de raiz.


 


Para a CDU, esta posição é preocupante, pelo que se exige que a Administração Regional de Saúde clarifique se vai ou não ser construído um novo Centro de Saúde em Campo. Também os órgãos autárquicos do concelho de Valongo deverão tomar posição sobre este assunto, acompanhando a CDU na reivindicação de que reiteradamente esta força política tem sido porta-voz de melhores cuidados de saúde para a população de Campo.


 


A CDU/Valongo

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