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Apresentação da Audição Pública sobre o Rio Leça














Boa Tarde a todos os presentes,


 


Agradeço a todos a disponibilidade para participarem nesta Audição Pública que a CDU hoje promove, no quadro mais vasto de um mandato aberto sobre Ambiente e Desenvolvimento. Em particular, gostaria de agradecer, em nome da CDU, à Junta de Freguesia de Ermesinde a cedência deste Auditório e ao nosso orador principal, o Professor Bordalo e Sá, que mais à frente apresentarei.


Encontramo-nos aqui hoje para debater a problemática do Rio Leça, um rio que atravessa o concelho de Valongo numa extensão de 8 km e que constitui um recurso para cerca de 52 mil pessoas que residem na sua envolvente próxima e para muitos outros milhares que residem na envolvente mais distante.


No passado, o Rio Leça esteve estreitamente ligado a Ermesinde e foi um importante recurso de todo o distrito do Porto: muitos eram aqueles que, no Verão, se banhavam nas suas águas e, por esse motivo, a vila de Ermesinde era conhecida como a “Sintra do Norte”.


No entanto, ao longo das últimas décadas, a pressão demográfico e o abandono levou a que acabasse catalogado como um dos rios mais poluídos a nível nacional.


A 16 de Fevereiro de 2007, foi assinado entre várias entidades um protocolo para a despoluição do Rio Leça. Dois anos volvidos sobre essa iniciativa - e a um ano apenas do seu término – faz todo o sentido que se recue um pouco no tempo, que se reflicta sobre o que mudou, que se avalie o que pode ser feito, que se discuta o Rio e a sua relação com o concelho de Valongo.


Por que motivos chegámos à situação de degradação a que chegámos?


A iniciativa em curso de despoluição do Leça é suficiente?


De que forma poderemos potenciar os seus efeitos benéficos?


Como poderemos devolver o Rio às pessoas?


 Estas são algumas das questões, entre muitas outras, que gostaríamos de ver debatidas. Para nos ajudar a reflectir, e antes de passarmos a palavra para esse lado, temos connosco o Professor Doutor Adriano Bordalo e Sá, cuja presença muito nos honra.


O Professor Adriano Bordalo e Sá é Professor-Associado com agregação no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, Universidade do Porto, responsável pelo Laboratório de Hidrobiologia do ICBAS.


Doutorado em Ecologia pela Universidade do Porto (1992), tem dedicado a sua carreira de investigação à ecologia e qualidade ambiental de sistemas de água doce, estuarinos e costeiros em Portugal (Douro, Lima, Cávado, Leça)  e em zonas tropicais (Tailândia, Guiné-Bissau, Senegal, S. Tomé e Príncipe).


Autor de meia centena de artigos científicos em revistas e livros da especialidade, apresentou uma centena de comunicações em congressos nacionais e internacionais.


No campo da docência é responsável pela leccionação de disciplinas de Ecologia Geral, Ecologia Estuarina, Microbiologia Aquática e Agricultura Geral.


É coordenador do mestrado europeu de Ecologia e de diversos projectos de investigação científica aplicada na área do ambiente, financiados por entidades nacionais e estrangeiras.


 



*Sónia Sousa


 


 


 

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