Comunicado
Desde Abril de 2006 que a CDU alerta para a falta de utilização do Edifício Faria Sampaio
Vieram recentemente a lume notícias sobre o não aproveitamento de parte significativa do Edifício Faria Sampaio, edifício multiusos propriedade da Câmara Municipal de Valongo situado em Ermesinde e edificado através de recurso ao financiamento do Programa POLIS.
Esta questão suscita à CDU/Valongo os seguintes comentários:
1. Desde 2006 que a CDU vem alertando para a situação de não aproveitamento do Edifício Faria Sampaio; em reunião da Assembleia de Freguesia de Ermesinde de 16 de Abril de 2006 foi mesmo aprovada por unanimidade uma recomendação à CMV, proposta pela CDU, defendendo a utilização do Edifício Faria Sampaio para fins sociais, do interesse da comunidade e não especulativos. Propunha-se, inclusivamente, a cedência a preços módicos dos espaços vagos ao movimento associativo de Ermesinde e do concelho em geral.
2. A Câmara de Valongo, porém, sempre pensou nesses espaços vagos como oportunidade de especulação imobiliária e de obtenção de receitas extraordinárias. Os sucessivos orçamentos do executivo camarário assim o têm indicado. Em resposta à recomendação da Assembleia de Freguesia de Ermesinde, a CMV rejeitou frontalmente a possibilidade de cedência do Edifício Faria Sampaio ao movimento associativo ou a actividades afins, afirmando que o edifício se destinava a ser "rentabilizado", o que "não é compatível com a cedência a Associações".
3. Nos dois anos que nos separam desta resposta da CMV, o executivo camarário não só não conseguiu alienar ou arrendar os espaços (falhando na captação das receitas sucessivamente apresentadas em sede de orçamento), como também não alterou a sua forma de encarar este problema nem desenvolveu esforços no sentido de encontrar alternativas que evitassem a degradação do edifício.
4. A CDU considera que a CMV deve deixar de actuar de forma especulativa face a este problema e devolver o Edifício Faria Sampaio ao domínio público e comunitário. Lembre-se que está em causa um equipamento construído com dinheiros públicos, mas que a CMV quer agora vender a privados. A instalação de repartições e delegações de serviços públicos nos espaços vagos do Edifício Faria Sapaio ou a sua cedência à comunidade são as únicas soluções que podem defender o interesse público, como neste caso manifestamente se exige.
Ermesinde, 16 de Junho de 2008
A Coligação Democrática Unitária
A Zona Industrial de Alfena continua a enfrentar um problema de organização do espaço público que afeta diariamente a segurança e a mobilidade de quem ali trabalha e circula. Em vários arruamentos, os passeios existentes têm largura suficiente para garantir uma circulação pedonal confortável. No entanto, a ausência de uma correta organização do estacionamento faz com que muitos veículos estacionem parcialmente ou totalmente sobre os passeios, obrigando os peões a circular pela faixa de rodagem, muitas vezes entre veículos pesados. Esta situação resulta, em grande medida, da opção por manter lugares de estacionamento em paralelo, quando a largura disponível permitiria a criação de estacionamento em espinha, aumentando o número de lugares e evitando a ocupação abusiva dos passeios. A atual configuração revela-se desadequada às necessidades da zona industrial e acaba por gerar conflitos permanentes entre veículos e peões. Não estamos perante um problema inevitáv...
Comentários
O Primeiro de Janeiro
http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=9e9dd56e52218a5ba0e7e64541743c22