Na perspectiva de que seriam realizadas algumas medidas e actividades em benefício da população, do Ambiente, da Cultura, da cidade enfim, constantes dos próprios orçamentos ou neles inseridos por proposta nossa, os eleits do PCP viabilizaram nos dois primeiros anos do actual mandato, os orçamentos e planos apresentados à discussão e votação pela maioria na Junta. Procuramos também ter uma atitude construtiva nesta autarquia, apesar dos nossos detractores estarem sempre a repetir que estamos sempre no contra.
Ao contrário do que possam dizer os que analisam estas questões e acções de costumada e velha e revelha má-fé, a viabilização dos orçamentos pelos eleitos da CDU na Junta e na AF, de forma sempre coerente e concertada, não foi baseada em qualquer negócio político ou muito menos na concordância acrítica com o conteúdo dos documentos que foram propostos à nossa consideração.
Fomos, entretanto, constatando, como pouco antes do fim do ano passado aqui tive ocasião de dizer, que a maior parte e as mais significativas das promessas feitas pelo PSD não seriam concretizadas. Os motivos, já de si escassos, para a viabilização dos orçamentos deixaram, por isso, de existir, por parte da CDU. E assim a proposta de orçamento e plano da Junta para 2008 foi rejeitada no executivo também com o nosso voto.
Criou-se o impasse de todos conhecido, que apenas foi ultrapassado por concertação de uma decisão política dos partidos representados neste órgão autárquico.
Concordamos em não inviabilizar o orçamento e plano apenas no quadro do comprometimento do PS e do BE nesta viabilização, através de um voto de abstenção, tendo sobretudo em conta:
1) a necessidade de concluir as obras do edifício da Junta – que, até agora, o PSD não fez apenas porque não quis, uma vez que tem dotação orçamental desde o início do mandato para tal; e devo dizer que pensamos que não vai fazer senão na última, ou seja, no ano de eleições;
2) a necessidade de assegurar a regular gestão deste órgão autárquico;
3) a necessidade de contornar a eventual tentação de dramatização da situação da Junta por parte do PSD, bem como as manobras, já indiciadas em mais do que uma ocasião pelos membros daquele Partido neste órgão, de que deixariam cair iniciativas importantes da Junta durante o ano de 2008 (sem terem em conta que isso prejudicaria em exclusivo a população);
4) a necessidade de chamar o PS às suas responsabilidades enquanto Partido da Oposição com a maior representação na Junta e na AF, responsabilidades que, compreendemos lhe seria mais cómodo não assumir, já que tal faz parte da sua estratégia.
Em suma, embora contribuindo para não inviabilizar o orçamento e plano em apreciação, demarcamo-nos inteiramente, quer do seu conteúdo geral, quer dos procedimentos e prática política e administrativa da maioria no executivo da Junta. Adicionalmente, recordamos que se trata de uma posição de carácter estritamente conjuntural, decorrente da alteração das circunstâncias políticas locais, que, portanto, não condiciona qualquer posição futura da CDU neste órgão autárquico.
Comentários
carlos basto
Criou-se o impasse de todos conhecido, que apenas foi ultrapassado por concertação de uma decisão política dos partidos (PSD/PS/CDU/PCP). representados neste órgão (executivo) autárquico.
O primeiro ponto que importa salientar,( criou-se o impasse de todos conhecidos), é uma critica muito contundente que faço á forma como o PS e a CDU/PCP se comportaram neste processo, desde logo o facto de deixarem protelar no tempo aquilo que podiam ter resolvido no momento da discussão destes documentos quando apresentados ao executivo.
Esto é, Considerando que as criticas e duvidas de então feitas pelos dois partidos, que levaram ao chumbo (veja-se as declarações de voto) são exactamente os mesmos que presidiram á sua aprovação, cerca de três meses depois. Apenas faço este reparo no sentido da responsabilidade que devem assumir no desperdício de tempo, já que nada de significativo foi alterado de então para cá e não na analise política, que levaria a um debate ideológico muito profundo.
(Concordamos em não inviabilizar o orçamento e plano apenas no quadro do comprometimento do PS e do BE nesta viabilização, através de um voto de abstenção, tendo sobretudo em conta)
Com todo o respeito gostaria que rectificassem onde se diz “comprometimento do (PS) e do BLOCO DE ESQUERDA nesta viabilização”, porque tanto quanto eu sei o BE, manteve nas reuniões havidas no acordo para a aprovação do orçamento e plano, a reserva de transferir o seu voto político para a assembleia de freguesia, e pelo que sei, o BE nem sequer tinha conhecimento dos documentos em causa, pelo facto de não fazer parte do executivo. Como se sabe o BE em coerência com a leitura política que fez ao Orçamento e Plano, votou contra, por este não considerar sustentavelmente o desenvolvimento social económico e ambiental que Ermesinde merece e tem direito.
Agora não se pode justificar com essa do "coitadinho nem sabia", "coitadinho nem está no executivo por culpa dos maus".
Penso que existe uma grande diferença entre a versão apresentada e esta, existe um compromisso do PSD com dois partido o PS e a CDU. Esta nova situação faz toda a diferença, pois o PSD não terá de responder pelo incumprimento apenas a um partido.
Sr. Provedor. apenas referi factos as suas provocações gratuitas não me irritam obrigado.
Sr. Eu : é verdade que o bloco de esquerda não aceitou fazer parte do executivo por opção, é um principio do BE a nível nacional não fazer parte de executivos com maioria de direita, e a direita nas autarquias são o PSD/CDS assiste-nos esse direito, estamos na política não para nos servimos dela, mas para servirmos as populações e os nossos eleitores.
Não pretendo eu nem o bloco de esquerda, ser coitadinhos do que quer que seja, mas a verdade é que pelo facto legitimo da nossa opção (não fazer parte do executivo) não tínhamos de verdade conhecimento dos documentos, e como não assinamos cheques em branco nem tão pouco concedemos o beneficio da duvida, quando não conhecemos ou temos duvidas do que conhecemos o que á posterior viemos a constatar votamos coerentemente contra.
Sr. Eu, se reparou eu não fiz um comentário ao conteúdo das declarações de voto, não porque não tivesse motivos para o fazer, apenas não quis alimentar um debate das posições político e ideológico do PS e da CDU/PCP, sobre o que são ou devem ser os Orçamentos e planos duma autarquia, neste caso da maior autarquia do concelho, que segundo novos dados não sei se fiáveis têm uma população de 62 mil habitantes.
Sr. Eu, li e reli as possíveis grandes diferenças de uma e outra versão, e confesso não vi nada de diferente, as declarações de voto de ambos os partidos lidos na assembleia de freguesia a que eu assisti, dão disso mesmo conta. Se houvessem grandes diferenças nas versões como refere, não vejo razão para não votarem a favor.
Por outro lado está ademetir que os compromissos entre o PSD/CDU foram desde pelos menos 2006 violados já que você sabe também quanto eu, que mais que um compromisso havia uma coligação para os orçamentos e planos entre estes dois partidos. E se entende agora que com a entrada do PS na corrida os compromissos vão ser respeitados?, Eu respeito a sua analise, mas permita-me que tenha as minhas duvidas.
O que fiz foi um reparo critico ao comportamento sem considerar quem são os maus ou os bons da fita. Fiz outro reparo ao qual não refere, que é a correcção da posição do BE nas reuniões havidas para o acordo sobre orçamento e plano. E gostaria que essa correcção fosse feita, porque entendo que foi um erro e não uma medida de má fé,
Um abraço amigo, Carlos basto
peço desculpa mas este meu comentário por engano meu foi parar a um lugar do vosso blog. que nada tem haver. Carlos basto
O BE devia estar em Ermesinde para trabalhar, para dar o corpo ao manifesto, fazendo com que estes Senhores da Direita (PS e PSD) fizessem alguma coisa por Ermesinde. E para tal não devia ter fugido às suas responsabilidades e devia ter aceite o lugar no executivo.
Agora é ver o BE nas Assembleias de Freguesia a falar dos buracos da rua, para fazer isso não precisava de lá estar, já o PS tem esse papel.
Por outro lado Já o Sócrates e o seu governo dito PS aplica despodorosamente as políticas de direita e mesmo da direita mais reaccionárias. Não faço confusões, recuso peremptoriamente a política de terra queimada, de ver inimigos onde não existem.
O BE devia estar em Ermesinde a trabalhar, para quem? para os Senhores da Direita do PSD? para dar cobertura a políticas de interesses instalados? apoiando orçamentos e planos que tem contribuído para a estagnação do desenvolvimento da cidade a maior do concelho? Armados de facilitismo nos processos de raciocínio, desprovidos da lógica, e embriagados pela eficácia da demagogia reaccionária muitas vezes há que voltar a estas palavras, e deixar de colaborar com a mentira de que já nada separa a direita da esquerda.
Por tudo isto Sr. Eu, o bloco de esquerda sabe o que quer e para onde ir, não está incomodado com o poder, não quer girar á volta deste a preço algum, é coerente, está somente ao lado das populações servindo estas e não se servindo destas. Estas diferenças não se aplicam somente ao PSD mas também ao PS e ao CDU/PCP.
um abraço Carlos Basto
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Qual o contributo que o BE deu em Ermesinde? O que melhorou a Ermesinde com o BE na Assembleia de Freguesia?
Se pensarmos no contributo do BE em Lisboa talvez consigamos entender a oportunidade que o BE perdeu de realmente fazer alguma coisa por Ermesinde.
Senão pergunto que contributos dá a CDU ás populações de Lisboa , já que fez exactamente o mesmo que o BE fez em Ermesinde.... como deve saber recusou uma proposta de fazer parte do executivo. Na minha opinião independentemente de fazer parte do executivo, a CDU presta o serviço ás populações de Lisboa que acha que deve prestar.
Sem querer entrar noutros e são muitos os exemplos , pergunto-lhe o que está a fazer na assembleia municipal de Valongo a CDU?... segundo o seu raciocínio não fazendo parte do executivo não estão lá fazer nada!... claro que descordo do seu ponto de vista estão lá a defender as populações do concelho e o seu eleitorado, o mesmo se passa com o bloco de esquerda em Ermesinde, penso escusado lembrar aqui as propostas por nós apresentadas.
Como deve entender, não pode haver dois pesos e duas medidas o que vale para a CDU, vale para o bloco de Esquerda.
Acho que não temos mais nada a dizer, gostei de debater consigo os nossos pontos de vista.
Um abraço amigo Carlos Basto
Até gostava que saber as propostas significativas do grande bloco de esquerda.
Sem querer ser mal educado quero-lhe dizer que o Sr. faz parte de um partido que em Ermesinde só existe para as eleições.
O seu colega de partido está na Assembleia de Freguesia sozinho e nota-se que é sozinho que prepara e analisa as Assembleias.
Estar a referir agora as “coisinhas” que o Bloco de Esquerda diz e faz, levar-me-ia a citar em contra - ponto com o que a CDU diz (com mais ou menos demagogia), apoia e até elogia como o caso dos orçamentos e planos de 2006/2007 para Ermesinde que não serviram rigorosamente para nada,... “ nem tão pouco a defesa da cidade de Ermesinde pode ser vista a não ser por ignorância ,fora do contexto das intervenções na assembleia municipal.
Mas nem eu nem você, gostaria de reabrir o debate que dei como encerrado, porque a continuar servia para lavar roupa suja. E que conste não estou interessado, assim como o bloco de esquerda, a entrar na teatralização tão do vosso gosto e agrado e que mais uma vez foi rigorosa e politícamente ensaiada, muito a propósito com aproximação das eleições, no chumbo ao orçamento da freg . De Ermesinde.
hena......hena ..... não sabia nem o secretariado do BE o sabe da existência de infiltrados “nada comparado com os pides claro mas infiltrados na mesma ” nas suas reuniões?, mas digo-lhe está errado as questões são debatidas com a máxima pluralidade que caracteriza esta formação política, e isso acontece sempre , como na ultima reunião do secretariado sobre a viabilização do orçamento para Ermesinde sem mais comentários OK.