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JFE - Tomada de Posição - Fogos Florestais

O concelho de Valongo tem sido alvo de numerosos incêndios florestais. A chegada do Verão, e, previsivelmente, do tempo quente, vem colocar de novo na ordem do dia a problemática do ordenamento do território e da situação florestal e ambiental do concelho. Os fogos florestais que nos últimos anos têm fustigado o país - e aos quais o concelho de Valongo não conseguiu, infelizmente, escapar - põem a nu as debilidades das políticas de ordenamento florestal e de prevenção de fogos de sucessivos Governos, apesar das permanentes declarações de intenção e dos anúncios mais ou menos pomposos que raramente ou nunca são colocados em prática. Em concelhos com elevados índices de área construída, como é o caso de Valongo, a defesa das áreas florestais impõe-se como garante do desenvolvimento sustentável e da promoção da qualidade de vida das populações.


Visitando o concelho, é fácil constatar a pouca diversidade de espécies animais e vegetais. As únicas árvores plantadas são os eucaliptos, encontrando-se, neste momento, vastas áreas a precisar de limpeza - existem muitos ramos cortados no chão, facto que constitui um elemento potencialmente perigoso, na medida em que pode contribuir para a deflagração de fogos florestais.


Tendo em conta este cenário, importará chamar a atenção da Câmara Municipal de Valongo para os problemas existentes, de forma a que esta possa:



  • intervir o mais rapidamente possível junto das entidades responsáveis e por meios próprios no sentido da limpeza dos terrenos, abertura e adequação de caminhos, etc., de acordo com o que está previsto na lei e para que, desse modo, se previnam incêndios florestais;
  • contribuir para pôr termo à monocultura do eucalipto e para reflorestar toda a área com espécies autóctones, favorecendo a biodiversidade do ecossistema local;
  • fiscalizar de forma empenhada os actos de vandalismo ambiental, designadamente a deposição de lixos e entulhos;
  • combater as operações de especulação imobiliária;
  • defender a criação de mais espaços verdes e parques naturais colocados à disposição das populações.

Sabemos que este problema é transversal a todas as freguesias do concelho e dificilmente poderá ser resolvido pela Junta de Freguesia. O que pretendemos do Sr. Presidente é que faça seguir esta recomendação para a CMV, para que esta seja, uma vez mais, alertada para a importância deste problema.



A CDU/Ermesinde


4 de Julho de 2007

Comentários

Dinis disse…
Olá
Concordo com o publicado embora discorde em relação à politica do eucalipto. Não tenho nada a ver com eucaliptos a não ser comprar lenha para a minha lareira, de resto o programa é bom mas tem um senão porque não é nesta altura com o calor à porta que se deve ter esses cuidados mas sim durante o ano todo e mais uma vez eu recordo que a policia municipal faz falta no concelho porque uma das competências da policia municipal é acções de polícia ambiental.
Em relação à criação de mais espaços verdes e parques naturais colocados à disposição das populações, concordo a 100% porque o executivo camarário deu o nome de PARQUE DA CIDADE a meia dúzia de metros quadrados, só pode ter sido como anedota. Num concelho que existe tantos atletas eles para treinar para competições têm de ir para os concelhos vizinhos.
Eu ainda ontem se quis passar uns momentos com a natureza fui ate à senhora do salto e muitas vezes vou ate ao parque da cidade de Paredes esse sim pode-se chamar de PARQUE DA CIDADE.
Carlos Coutinho disse…
Ao que leio, o presente texto não defende o eucalipto.
De resto, o eucalipto pode ter o seu lugar numa floresta diversificada, cuidada e de exploração racional, o que não é o caso em Portugal, e não só em Valongo, onde não há floresta, a não ser a de betão.
O eucalipto pode ser aceitável em áreas devidamente estudadas, como árvore duma rotação em que seriam plantadas espécies diferentes que se sucedessem no tempo e nos espaços ocupados. O eucalipto é uma essência de crescimento rápido, com interesse económico evidente, mas que só é aceitável numa exploração florestal planificada e com bases técnicas adequadas. Como é feita entre nós, é evidente que é condenável. A prática, não a árvore em si. Há outras árvores exóticas no nosso país e aqui no Norte, com carácter de infestantes, como as mimosas e todos acham muita graça...
O Dinis tem razão quanto ao chamado parque da cidade de Valongo, mas que quer? Isto é um país de miniaturistas , de adeptos do Portugal dos pequeninos" (como eles). O de Ermesinde sempre era maior qualquer coisinha, mas acharam maneira de o encher de tralha - restaurantes, ginásios, parques de estacionamento, ruas alcatroadas - e lá pelo meio vão espreitando umas árvores e uns bocaditos de erva...
Quanto à polícia municipal, não será má ideia. Mas justifica-se? Não seria melhor termos um corpo de polícia de carácter nacional, devidamente organizado e com meios adequados? Acho que isto de polícia municipal será mais uma certa exibição de vaidade autárquica que outra coisa...E depois, a vigilância da floresta deve caber a uma Guarda Florestal de carácter nacional, integrada e devidamente coordenada a nível nacional. Acho eu.

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