Avançar para o conteúdo principal

Centros de Saúde do concelho de Valongo radiografados por Honório Novo e pela CDU

A visita que a comitiva da CDU, que integrou o deputado do PCP na Assembleia da República, Honório Novo, fez ontem às instalações das unidades de saúde do concelho de Valongo permitiu recolher informações preciosas sobre esta realidade. Confronte-se a notícia publicada na edição do JN de hoje:

«Centros de saúde em estado crítico

O deputado comunista Honório Novo reclamou, ontem, a rápida resolução dos problemas de infra-estrutura e falta de médicos que afectam o Centro de Saúde de Ermesinde e as extensões de Campo e Alfena, em Valongo.

Honório Novo explicou ao JN, após uma visita às unidades de saúde do concelho de Valongo, que a "situação mais dramática" é a da extensão do Campo, que funciona há 12 anos em instalações provisórias, "um barracão pré-fabricado, e em condições "mais do que deficientes". Nesta unidade, diz ainda, 30% das pessoas, ou seja, 3100 utentes, não têm médico, prevendo-se a saída de um dos actuais clínicos. Uma situação que "cria problemas complicados à gestão diária do atendimento".

Em Ermesinde, Honório Novo promete estar atento aos prazos que prevêem a construção de um novo edifício até final de 2007, uma obra a arrancar já no início do próximo mês. O actual edifício é antigo e não tem capacidade para os cerca de 48 mil utentes. O objectivo é dividir os utentes pelas duas unidades. A falta de cobertura médica também atinge este centro, onde 20% dos utentes não têm médico de famíla. Um número, diz Honório, que poderá baixar para 12,5% com a entrada prometida de um médico e um chefe de serviço.

Em Alfena, o PCP também foi informado de que estão previstas obras profundas de beneficiação, que deverão começar ainda este ano. "As instalações são más e não há médicos de família para 1300 utentes (10% do total)", denuncia, neste caso.

Feito o diagnóstico, o deputado garante que irá insistir na resolução quer dos problemas de instalações deficientes quer na falta de profissionais. "Por um lado, pressionaremos os responsáveis para a aceleração das obras previstas em Ermesinde (Julho) e Alfena (ainda este ano) e para se desbloquear a situação dramática de Campo", garantiu ao JN».

Carla Soares

URL: http://jn.sapo.pt/2006/06/27/porto/centros_saude_estado_critico.html

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Estacionamento desordenado na Zona Industrial de Alfena compromete a segurança pedonal

  A Zona Industrial de Alfena continua a enfrentar um problema de organização do espaço público que afeta diariamente a segurança e a mobilidade de quem ali trabalha e circula. Em vários arruamentos, os passeios existentes têm largura suficiente para garantir uma circulação pedonal confortável. No entanto, a ausência de uma correta organização do estacionamento faz com que muitos veículos estacionem parcialmente ou totalmente sobre os passeios, obrigando os peões a circular pela faixa de rodagem, muitas vezes entre veículos pesados.    Esta situação resulta, em grande medida, da opção por manter lugares de estacionamento em paralelo, quando a largura disponível permitiria a criação de estacionamento em espinha, aumentando o número de lugares e evitando a ocupação abusiva dos passeios. A atual configuração revela-se desadequada às necessidades da zona industrial e acaba por gerar conflitos permanentes entre veículos e peões. Não estamos perante um problema inevitáv...

Resultados Freguesia de Alfena

 

Orçamento e Grande Opções do Plano para 2026 – Mapa de Pessoal para 2026

A CDU manifesta a sua abstenção na votação do Orçamento e do Plano Plurianual de Investimentos para 2026. Reconhecemos que a proposta apresentada contempla medidas positivas para o concelho, nomeadamente nas áreas da educação, da habitação, da saúde e das creches. No entanto, apesar da relevância e do potencial destas medidas, subsistem fundadas dúvidas quanto à sua efetiva concretização. A experiência de anos anteriores demonstra que diversos orçamentos incluíram obras e investimentos que acabaram por não se materializar. É neste contexto que a CDU opta pela abstenção: uma posição que permite viabilizar o Orçamento, mas que não deixa de expressar reservas quanto à concretização de prioridades estruturais essenciais, como a defesa do direito à habitação e a requalificação das escolas. A defesa do direito à habitação exige mais do que intenções. Exige a concretização de investimentos há muito anunciados, o combate à especulação imobiliária, a melhoria das condições do parque habitaci...